Ação rápida dos bombeiros e fatores técnicos evitaram explosão após queda de avião em BH, avaliam especialistas e autoridades

  • 05/05/2026
(Foto: Reprodução)
Monomotor perde altitude e bate em prédio residencial, em Belo Horizonte A queda de um avião monomotor que atingiu um prédio no bairro Silveira, Região Nordeste de Belo Horizonte, mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e levantou dúvidas sobre o risco de explosão, já que a aeronave estava abastecida com gasolina de aviação, altamente inflamável. Segundo especialistas e autoridades, a combinação de fatores técnicos e a resposta imediata das equipes de emergência foram decisivas para evitar um incêndio de grandes proporções. Duas pessoas morreram no momento do acidente, e uma terceira vítima morreu horas depois, no hospital. Os outros dois ocupantes foram internados em estado grave e estavam estáveis na noite desta segunda-feira. A reportagem explica os motivos de não ter havido explosão e como ocorreu o acidente a partir dos pontos abaixos: Isolamento da área e inertização Sem elementos para combustão Cenipa fará investigação O acidente Isolamento da área e inertização Logo após o acidente, o Corpo de Bombeiros isolou a área e acionou uma equipe especializada em produtos químicos e perigosos. “Nós adotamos a medida de trazer pra cena uma equipe especializada para fazer a devida inertização [entenda abaixo] desse material combustível com líquido gerador de espuma, que impede uma combustão ou agravamento da cena numa eventual explosão”, explicou o major Johny Franco, comandante do 3º Batalhão do Corpo de Bombeiros de Belo Horizonte. 🔍 Inertização é a adição de um gás inerte (como nitrogênio ou CO₂) para reduzir a possibilidade de fogo ao diminuir o contato do combustível com o oxigênio, necessário para a combustão. Avião monomotor que caiu e atingiu um prédio residencial em BH um modelo EMB-721C, fabricado pela Neiva em 1979 Lucas Natan Sem elementos para combustão Além das medidas de segurança, especialistas em aeronáutica apontam que, para ocorrer uma explosão, é necessário que combustível, oxigênio e uma fonte de ignição estejam presentes ao mesmo tempo e em uma proporção que possibilite a combustão. Isso não ocorreu. “Provavelmente, esses três fatores não se alinharam pra que a gente viesse a ter a combustão. Pode ser uma fagulha só, mas é necessário que combustível, oxigênio e ignição estejam presentes na proporção correta, o que não é comum em acidentes”, explicou Elizeu Alcântara, professor do curso de aeronáutica da Universidade Fumec. A aeronave envolvida era um EMB-721C “Sertanejo”, fabricado pela Neiva, com capacidade para cerca de 291 litros de gasolina de aviação. Os tanques ficam integrados às asas, uma configuração comum nesse tipo de aeronave para manter o equilíbrio durante o voo. O avião decolou do Aeroporto da Pampulha às 12h16 e caiu pouco depois, às 12h19, atingindo o prédio residencial. Cinco pessoas estavam a bordo. O piloto e um passageiro morreram na hora, e outros três foram socorridos em estado grave. A terceira vítima morreu no hpospital. Cenipa fará investigação A Polícia Civil informou que realizou os primeiros levantamentos no local. “A perícia retirou fotos e vídeos, e agora aguardamos a investigação técnica do Cenipa [Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, ligado à Força Aérea], que é o órgão responsável por apurar acidentes aéreos”, afirmou a delegada Andreia Pormann. Apesar do impacto, não houve feridos entre os moradores do prédio. Todos foram retirados em segurança pelo Corpo de Bombeiros. O choque do avião com o prédio ocorreu na caixa de escada e não atingiu nenhum apartamento. O acidente O avião monomotor, de pequeno porte, caiu e bateu num prédio da Rua Ilacir Pereira Lima, no bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte. A aeronave saiu de Teófilo Otoni, pousou no Aeroporto da Pampulha, decolou em seguida rumo a São Paulo, e caiu três minutos depois. Cinco ocupantes estavam na aeronave no momento do acidente, sendo que o piloto e um passageiro morreram na hora. As outras três pessoas foram encaminhadas em estado grave ao Hospital João XXIII, e uma delas morreu horas depois. A TV Globo apurou que, no momento do acidente, estavam no avião: Wellington Oliveira, piloto, de 34 anos. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu na hora; Fernando Moreira Souto, filho do prefeito da cidade de Jequitinhonha (MG), de 36 anos. Ele estava no banco do copiloto e também morreu no local; Leonardo Berganholi, empresário, de 50 anos. Morreu horas depois no hospital; Arthur Schaper Berganholi, filho de Leonardo, de 25 anos. Foi internado em estado grave, mas tinha estado de saúde estável na noite de segunda; Hemerson Cleiton Almeida Souto, de 53 anos. Foi internado em estado grave, mas tinha estado de saúde estável na noite de segunda INFOGRÁFICO - Avião cai e bate em prédio em Belo Horizonte arte/g1 Avião caiu em prédio em Belo Horizonte. Globocop Vídeos mais assistidos do g1 MG

FONTE: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2026/05/05/por-que-nao-houve-explosao-queda-aviao-bh.ghtml


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