Acre deve registrar mais de 1,1 mil novos casos de câncer em 2026, diz estudo
05/02/2026
(Foto: Reprodução) Brasil deve registrar 781 mil novos casos de câncer por ano
O Acre deve registrar 1.170 novos casos de câncer em 2026, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Os dados fazem parte da publicação 'Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil', divulgada no Dia Mundial do Câncer, na última quarta-feira (4).
O número considera todos os tipos de cânceres, incluindo os tumores de pele não melanoma, que têm alta incidência, mas baixa letalidade.
📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp
A taxa bruta geral no estado é de 118,98 casos por 100 mil habitantes, enquanto a taxa específica de câncer de pele não melanoma é de 12,23 por 100 mil.
Segundo o Inca, os números ajudam a dimensionar o impacto da doença no estado, além de orientar ações de prevenção, diagnóstico e tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS).
"Esse instrumento [a Estimativa] é fundamental porque ele é um farol que guia a capacidade de planejar no território a intervenção, entendendo, inclusive, o conjunto dos equipamentos, das ofertas assistenciais, dos recursos humanos que precisam ser dimensionados e articulados parta responder os casos esperados", disse Mozart Júlio Tabosa Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde.
LEIA MAIS:
Câncer no Brasil expõe país dividido entre prevenção e diagnóstico tardio; veja tipos mais letais por região
Quase 4 em cada 10 casos de câncer no mundo poderiam ser evitados, aponta OMS
Quase 7 em cada 10 pacientes com câncer desconhecem direitos durante tratamento, aponta pesquisa
'Todo dia acho que vou acordar bem', diz empresária do AC com câncer de pulmão após tratamento contra tumor no colo do útero
Câncer de pele é um dos tipos mais frequentes
Adobe Stock
Tipos mais incidentes no Acre
Entre os cânceres mais frequentes no estado, o câncer de pele não melanoma aparece isolado no topo, com 200 casos estimados. Em seguida, o grupo de outras localizações soma 120 registros.
Entre os tipos específicos, veja a quantidade no gráfico abaixo:
Outros tipos, como linfomas, câncer de pâncreas, esôfago, sistema nervoso central e bexiga, aparecem com estimativas menores, variando entre 20 e 30 novos casos no ano.
Do total estimado no Acre, 530 casos devem ocorrer em homens e 640 em mulheres. Entre eles:
Homens concentram a maior parte dos casos de câncer de próstata, estômago, fígado, esôfago, cavidade oral e leucemias.
Mulheres são maioria nos diagnósticos de câncer de mama, colo do útero, glândula tireoide e pele não melanoma.
No câncer de pulmão, as estimativas indicam mais casos em mulheres (50) do que em homens (40), cenário que acompanha a tendência nacional.
Gif mostra células de câncer escapando do sistema imunológico e explica como doença avança
Reprodução
Cenário regional e nacional
Na comparação regional, o Acre aparece com um volume intermediário de casos. As estimativas para os estados do Norte em 2026 são:
Pará: 12.870 casos
Amazonas: 5.580
Tocantins: 3.140
Rondônia: 2.930
Acre: 1.170
Amapá: 1.140
Roraima: 1.040
Em todo o país, o Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028. Quando excluídos os tumores de pele não melanoma, a estimativa é de, aproximadamente, 518 mil casos anuais.
Segundo o Inca, o câncer vem se consolidando como uma das principais causas de adoecimento e morte no país, aproximando-se das doenças cardiovasculares.
Câncer colorretal segue entre os mais incidentes no Norte do Brasil
Freepik
A publicação destaca que tipos com grande potencial de prevenção e detecção precoce, como o câncer do colo do útero e o colorretal, seguem entre os mais incidentes, especialmente no Norte e no Nordeste.
Outro alerta é para o câncer de estômago, que apresenta maior incidência entre os homens dessas regiões.
As estimativas são elaboradas a cada três anos pela Coordenação de Prevenção e Vigilância do Inca e servem de base para o planejamento das políticas públicas de saúde, com foco na redução das desigualdades regionais e no fortalecimento da prevenção e do diagnóstico precoce.
VÍDEOS: g1