Adélia Prado deixa a UTI e segue internada para reabilitação em hospital de Divinópolis
28/01/2026
(Foto: Reprodução) Adélia Prado apresentou melhora após uma semana internada em Divinópolis
Diocese de Divinópolis/Divulgação
A poetisa mineira Adélia Prado, de 90 anos, deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nesta quarta-feira (28) e segue internada em uma unidade de internação para dar continuidade ao tratamento de saúde. A informação foi confirmada pelo Hospital São Judas Tadeu, em Divinópolis, por meio de boletim médico.
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Segundo a instituição, Adélia apresenta quadro de estabilidade clínica desde terça-feira (27) e evolui de forma satisfatória. Com a alta da UTI, a paciente seguirá internada para a conclusão do tratamento com antibiótico e para a continuidade do processo de reabilitação, sob acompanhamento da equipe multiprofissional do hospital.
Ainda de acordo com o comunicado, novas informações sobre o estado de saúde da poeta serão divulgadas oportunamente, conforme a evolução clínica.
Acidente doméstico
Adélia Prado estava internada após sofrer um acidente doméstico em casa, no dia 19 de janeiro. Ela sofreu uma queda e teve fraturas no fêmur, no cotovelo e no punho, sendo submetida a duas cirurgias ortopédicas.
Após os procedimentos cirúrgicos, a escritora iniciou a recuperação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) até esta quarta-feira.
Adélia Prado completou 90 anos no dia 13 de dezembro. Considerada uma das maiores escritoras da literatura brasileira, nasceu em Divinópolis, em 1935, e construiu uma obra marcada pela fusão entre o cotidiano, a fé e a experiência feminina. Entre seus livros mais conhecidos estão “A Bagagem” (1976), “O Coração Disparado” (1978) e “Solte os Cachorros” (1979).
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Quem é Adélia Prado
Adélia Prado foi professora por 24 anos antes de se dedicar integralmente à carreira literária. A poetisa já foi indicada à Academia Brasileira de Letras (ABL). Em 2001, um grupo de atores e jornalistas do Rio de Janeiro articulou um movimento para lançar o nome dela à vaga deixada por Jorge Amado. Na ocasião, no entanto, a cadeira acabou sendo ocupada por Zélia Gattai, viúva do escritor baiano.
Em 2024, a escritora mineira venceu o Prêmio Machado de Assis pelo conjunto da obra, concedido pela Academia Brasileira de Letras. No mesmo ano, também foi a vencedora do Prêmio Camões, o mais importante da língua portuguesa.
Escritora mineira Adélia Prado
Reprodução/TV Globo
Já em 2017, Adélia foi a primeira mulher a receber o prêmio na categoria Conjunto da Obra no concurso Literatura do Governo de Minas, em reconhecimento à contribuição para a literatura brasileira.
Também em 2024, após dez anos sem novas publicações, a escritora anunciou o lançamento de “O Jardim das Oliveiras”. A obra reúne 25 poemas inéditos que, segundo Adélia, celebram tanto a aridez da existência quanto a possibilidade de transcendência. A inspiração veio de textos guardados em gavetas, escritos ainda na juventude.
No ano passado, a poetisa Adélia Prado recebeu uma bênção apostólica do Papa Leão XIV em celebração aos 90 anos que completou em dezembro. O pedido partiu da Diocese de Divinópolis, encaminhado à Santa Sé, e a resposta surpreendeu a comunidade católica local.
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Adélia Prado
Reprodução/JN
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