Ao som de frevo e maracatu, Galo da Madrugada anima foliões no Ibirapuera; veja vídeos e fotos
17/02/2026
(Foto: Reprodução) Galo da Madrugada leva frevo e maracatu a SP
O tradicional bloco pernambucano Galo da Madrugada abriu o circuito de Carnaval do Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo, com a apresentação de grupos de frevo e maracatu nesta terça-feira (17).
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Comandando o cortejo, o grupo Frevo no Planeta Galo começou com clássicos como Voltei Recife, de Luiz Bandeira, e Tropicana, de Alceu Valença, instrumentados por banda de metais e percussão.
Logo atrás, o grupo Bloco de Pedra entoava cantos tradicionais do maracatu sobre a percussão intensa de dezenas de ritmistas.
Acompanhando o desfile de perto, o grupo Leões de Sampa, de torcedores de Sport, é um dos muitos grupos de nordestinos ocupando o Ibirapuera. Natural do Recife, mas morando em São Paulo há seis anos, a cientista de dados Ana Gabriela Silva de Lima explica que se sente um pouco mais perto de casa ao reviver o carnaval da infância.
"Estar com meus amigos, com o mesmo sotaque e a mesma música, é como se estivesse em um pedacinho de Pernambuco em São Paulo", diz ela.
Considerado patrimônio cultural do Recife e de Pernambuco, o Galo da Madrugada se apresenta em São Paulo desde 2020.
Dançarina Jéssica Miranda foi uma das responsáveis por trazer o Galo da Madrugada para SP
Leonardo Zvarick/g1
A dançarina Jéssica Miranda, 37 anos, foi uma das responsáveis por trazer o bloco à capital paulista. "Resolvemos trazer a nossa cultura porque muitos nordestinos vêm pra São Paulo e não conseguem voltar pra casa. É um momento de lembrar da nossa história, dos nossos antepassados e das nossas famílias", conta.
Ela diz que, depois da preparação intensa, o desfile é sempre emocionante. "Eu fico muito emocionada e muita gente chora de estar perto do Recife", complementa Jéssica.
A paulistana Mariana Riccetti desfila no Galo da Madrugada há quatro anos, e já se considera "pernambulista". Bailarina de formação clássica, ela se dedica atualmente às danças populares brasileiras, como o frevo e o maracatu, na Companhia Brasílica.
"É algo que está no nosso corpo. Tem gente que fala que é dura, mas se você é brasileiro, você rebola", diz ela sobre a transição da tradição europeia para a nacional.
Pequena foliã dança no Galo da Madrugada em SP
Nos momentos em que o cortejo para, o grupo de frevo convida o público a participar. A pequena Lisa Nakamoto, de 9 anos, logo ocupou o centro da pista para apresentar os passos que herdou de família (veja no vídeo acima).
"Ela nasceu aqui, mas passa as férias na casa de voínha e ela que ensinou a dançar", conta a mãe da menina, Leila Fernandes, natural do Recife.
É a primeira vez que as duas passam o carnaval em São Paulo. "Bom demais, carnaval arretado", diz a pernambucana sobre a versão paulistana do Galo da Madrugada.
Denise e Clara Cavarzere à esquerda, Fernanda e Lisa à direita
Leonardo Zvarick/g1
Galo da Madrugada passa pelo circuito de blocos de Carnaval em SP
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Integrantes do Galo da Madrugada animam foliões em SP
Bandeiras de Pernambuco são exibidas durante desfile do Galo da Madrugada em São Paulo
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Músicos do Galo da Madrugada agitam Ibirapuera
Galo da Madrugada leva frevo para o Ibirapuera, em São Paulo
Leonardo Zvarick
Dançarino se exibe com sombrinha no Galo da Madrugada em SP