Após rejeição a indicação de Messias ao STF, Alcolumbre evita perguntas da imprensa: 'Vocês sabem de mais coisa do que eu'
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), evitou nesta quinta-feira (30) responder a perguntas de jornalistas sobre a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal.
Após a sessão do Congresso Nacional que derrubou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao PL da Dosimetria, o senador do Amapá foi abordado pela imprensa e questionado sobre a decisão dos senadores desta quarta-feira (29), que impôs uma derrota histórica ao Palácio do Planalto.
Em um primeiro momento, Alcolumbre disse, reiteradas vezes, que não responderia a nenhuma pergunta sobre Messias e sobre a derrubada do veto ao PL da Dosimetria, medida que beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Posteriormente, o presidente do Senado foi questionado sobre a articulação para a rejeição da indicação de Messias. Alcolumbre, então, respondeu: "Vocês sabem de mais coisa do que eu".
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De acordo com a colunista do g1 Natuza Nery, Alcolumbre teve participação direta na articulação contra Jorge Messias no Senado.
O presidente do Senado teria manifestado a aliados de diversos campos políticos que esta quarta-feira seria um "dia histórico", com a rejeição à indicação de Lula.
Interlocutores próximos ao senador afirmam que ele nunca aceitou a escolha de Messias pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O desejo de Alcolumbre era que o indicado fosse o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), seu principal aliado político na Casa.
A estratégia de Alcolumbre, conforme apurado com pessoas de seu círculo íntimo, baseia-se na tese de que a rejeição de Messias forçaria o Palácio do Planalto a buscar um nome de maior consenso no Legislativo — o que recolocaria Pacheco como o favorito para a cadeira deixada no Supremo.
Apesar da confiança de Alcolumbre, integrantes do governo Lula ponderam que a derrota de Jorge Messias não garante, automaticamente, a escolha de Rodrigo Pacheco.
O entendimento no entorno de Lula é que o presidente pode buscar uma "terceira via" em vez de ceder integralmente à vontade do comando do Senado.
Para Alcolumbre, evitar que Messias passasse pelo crivo dos senadores — especialmente com votos da base conservadora e evangélica — era uma prioridade política.
Na visão do parlamentar, uma aprovação do AGU com apoio desse campo seria interpretada como uma derrota direta de sua própria influência sobre o plenário.FONTE: https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/04/30/apos-derrubada-de-veto-e-da-indicacao-de-messias-alcolumbre-evita-perguntas-da-imprensa-voces-sabem-mais-do-que-eu.ghtml