Avô é preso por estuprar neta de 7 anos em Boa Vista; pais agrediram vítima após descobrirem abuso
10/03/2026
(Foto: Reprodução) Avô foi preso por estuprar neta dos 3 aos 7 anos de vida
Polícia Civil/Divulgação
Um avô, de 75 anos, foi preso nesta terça-feira (10) por estuprar a própria neta, de 7 anos, em Boa Vista. A vítima foi abusada sexualmente ao longo de quatro anos, segundo a Polícia Civil. Os pais sabiam, agrediram a vítima, não agiram para proteger a menina e são investigados por omissão.
Um familiar da menina foi quem descobriu o crime e denunciou à polícia. Ao preparar a criança para dormir, essa pessoa percebeu hematomas em uma das pernas e perguntou o motivo. A vítima contou que havia sido agredida pelos próprios pais como punição por ter por ter contado que era estuprada pelo avô.
Na investigação, que ocorre desde outubro de 2025, a polícia identificou que a menina era abusada sexualmente pelo avô desde os 3 anos de idade. A vítima vivia em um cenário de "violência contínua".
"O suspeito, utilizava métodos cruéis para garantir a prática dos abusos e o silêncio da neta, incluindo o uso de amarras, mordaças e ameaças com arma branca", divulgou a Polícia Civil.
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Pais proibidos de se aproximar da menina
A polícia solicitou à Justiça a prisão preventiva dos pais e do avô, mas apenas a do avô foi decretada. Ele foi preso por agentes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), onde o crime é investigado.
Na decisão, os pais foram proibidos de aproximar da menina. Atualmente, ela está sob a responsabilidade de um irmão mais velho.
"Ao analisar o pedido, a Justiça considerou necessária a segregação cautelar [prisão] do avô em razão da gravidade dos crimes, da periculosidade do investigado e do risco de reiteração delitiva, uma vez que ele possuía livre acesso ao ambiente doméstico da vítima", explicou o delegado titular da DPCA, Matheus Rezende.
O pais da vítima são investigados por omissão penalmente relevante, conhecida juridicamente como crime comissivo por omissão. Nesse tipo de situação, a pessoa responde por não impedir um crime que tinha o dever legal de evitar. No caso, por serem responsáveis legais pela vítima, os pais tinham obrigação de protegê-la, o que não ocorreu.
"As investigações apontam que os genitores tinham conhecimento da conduta do agressor. Nessa condição, a legislação penal prevê que respondam pelo crime como se o tivessem praticado diretamente, em razão do dever legal de impedir o resultado", disse o delegado.
Ainda segundo o delegado, desde o início da denúncia, a vítima tem sido acompanhada pela rede de proteção à criança e ao adolescente, principalmente do Conselho Tutelar.
Todos — o avô e os pais — serão indiciados pelo crime de estupro de vulnerável. "Enquanto o avô responde como autor direto, os genitores serão indiciados na modalidade de omissão imprópria”, explicou.
Depois de preso, o avô investigado foi encaminhado para audiência de custódia.
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