'Brasil tem obrigação de mostrar que o Estado alcança quem ordena crimes', diz viúva de Anderson no julgamento dos acusados de mandar matar Marielle

  • 24/02/2026
(Foto: Reprodução)
STF começa a julgar os acusados de mandar executar Marielle Franco e Anderson Gomes A Primeira Turma do STF - Supremo Tribunal Federal começou a julgar os acusados de mandar executar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes. As famílias de Marielle e Anderson foram a Brasília acompanhar o julgamento. “O Brasil tem a obrigação de mostrar que o Estado alcança quem também ordena crimes”, diz Ágatha Arnaus, viúva de Anderson Gomes. “Nós não podemos falar de justiça plena para Marielle e Anderson se não destruirmos a estrutura que possibilitou que eles fossem assassinados da forma como foram”, afirma Mônica Benício, viúva de Marielle. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, fez um resumo do processo contra os acusados de planejar e mandar executar, em 2018, um atentado a tiros contra o carro, dirigido por Anderson Gomes, em que estava Marielle Franco. Fernanda Chaves, assessora da vereadora, também estava no carro e sobreviveu. Cinco réus respondem como mandantes: Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro; Chiquinho Brazão, deputado federal cassado; Rivaldo Barbosa, delegado e ex-chefe da Polícia Civil do Rio; Ronald Paulo de Alves Pereira, ex-policial militar; Robson Calixto Fonseca, ex-assessor de Domingos Brazão. STF começa a julgar os acusados de mandar executar Marielle Franco e Anderson Gomes Jornal Nacional/ Reprodução Em seguida, falou o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand. Ele afirmou que os irmãos Brazão atuavam na grilagem de terras e mandaram matar Marielle Franco – com a ajuda dos outros réus – porque ela atrapalhava os negócios. A PGR pediu a condenação dos cinco réus. “Marielle ameaçou os currais eleitorais dos irmãos e apresentou uma perspectiva de regularização fundiária que contrariava o já consolidado padrão de poder territorial das milícias, por meio de grilagem, e criou obstáculos à tramitação de projetos de lei que interessavam à organização criminosa”, afirma o procurador Hindenburgo Chateaubriand, representante da PGR. Os advogados de cada um dos réus tiveram uma hora para a defesa. Todos alegaram que a PGR não apresentou provas para sustentar a acusação e corroborar a versão de Ronnie Lessa, assassino confesso de Marielle e Anderson e delator do caso. "A delação dele de um lado é mentirosa por completo e, de outro lado, não foi corroborado. As alegações finais da douta procuradoria têm um trabalho hercúleo para construir um raciocínio concatenado, com todas as vênias, que não conseguem fazer", diz Cléber Lopes de Oliveira, advogado de Chiquinho Brazão. O julgamento será retomado nesta quarta-feira (25) com o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes. Em seguida, votam Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Para a condenação, são necessários três votos – nesse caso, ainda cabe recurso ao próprio STF. No caso de absolvição, o processo será arquivado. LEIA TAMBÉM Caso Marielle: Primeira Turma começa a julgar acusados de mandar matar vereadora 'Que tenha um resultado positivo', diz família de Marielle sobre julgamento de mandantes 8 anos após assassinato PGR pede condenação de acusados de mandar matar Marielle e Anderson Gomes

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/02/24/brasil-tem-obrigacao-de-mostrar-que-o-estado-alcanca-quem-ordena-crimes-diz-viuva-de-anderson-no-julgamento-dos-acusados-de-mandar-matar-marielle.ghtml


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