Carnaval Grupo Especial: Veja as novas regras de julgamento e apuração para os desfiles

  • 06/02/2026
(Foto: Reprodução)
Carnaval Grupo Especial: Veja as novas regras de julgamento e apuração para os desfiles O carnaval do Rio de Janeiro terá novas regras de julgamento e apuração nos desfiles do Grupo Especial desse ano. As mudanças, definidas a partir de pedidos das próprias escolas de samba, alteram a lógica de avaliação, ampliam os critérios analisados pelos jurados e buscam aproximar o público do modelo de julgamento. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça O modelo de avaliação vem passando por ajustes desde o carnaval de 2025, quando as notas passaram a ser fechadas ao final de cada noite de desfile, e não mais apenas após a apresentação da última escola. Marques de Sapucaí - Carnaval 2024 Leo Queiroz Principais mudanças: Cabines de jurados espelhadas na avenida, que obrigam uma apresentação 360 graus; Mais subquesitos na avaliação; Aumento no número de jurados; Justificativa obrigatória para todas as notas. Uma das principais novidades para 2026 será a implantação das chamadas cabines espelhadas. Pela primeira vez, dois grupos de jurados ficarão posicionados frente a frente na avenida. Nove julgadores vão avaliar os desfiles a partir de um ponto do setor 6, enquanto outros nove ficarão exatamente do lado oposto, no setor 7. A mudança altera a lógica de apresentação das escolas, especialmente em quesitos como mestre-sala e porta-bandeira e comissão de frente. Casal de mestre-sala e porta-bandeira Sidclei Santos e Marcella Alves, desfilando pela Salgueiro, em 4 de março de 2025 Tata Barreto | Riotur Durante décadas, o casal de mestre-sala e porta-bandeira se apresentava prioritariamente para um dos lados da avenida, onde estavam os jurados. Com as cabines espelhadas, a apresentação passa a ser pensada em 360 graus. A porta-bandeira da Beija-Flor, Selminha Sorriso, comentou a adaptação ao novo modelo. “Não dê as costas para os julgadores, risosos, imagina que tudo mudou em 2026 no próximo carnaval. Teremos essa novidade de contemplar o público que tanto merece não deixando de respeitar os julgadores, claro buscando as notas máximas”, disse. O mestre-sala da Imperatriz Leopoldinense, Phelipe Lemos, afirmou que a mudança exige novas estratégias. “Tirou todo mundo da zona de conforto na verdade, né? (…) Agora a gente tem que usar nossa inteligência, usar nossa criatividade. (…) Vai ser uma disputa muito bacana, assim. Logicamente o novo assusta, mas o novo também inspira”, afirmou. Sala onde ficavam os jurados na Marquês de Sapucaí até 2025 Gabriel Barreira/G1 A comissão de frente também precisará se adaptar ao novo posicionamento dos jurados e a uma visão mais ampla do público nesse trecho da avenida. Para o coreógrafo da comissão de frente da Mocidade, Marcelo Misailidis, a mudança resgata características tradicionais do desfile. “Olha, eu acho que fundamentalmente isso restitui ao desfile uma característica muito importante, que é cortejo (…) porque realmente não faz sentido você trazer todo um espetáculo e você deslocar ele completamente o sentido privilegiando suas ações especificamente para um setor”, disse. “Então essa cabine espelhada talvez seja assim um primeiro gesto para que as pessoas comecem a se sentir mais à vontade com que o carnaval deve ser aberto, popular, democrático”, completou. 26 subquesitos Além do posicionamento na avenida, a comissão de frente passa a ser o quesito com mais subdivisões na pontuação. Antes, as notas consideravam apenas indumentária e apresentação. Agora, entram também na avaliação a concepção da ideia e a criatividade. Com isso, os nove quesitos de julgamento passam a ter, ao todo, 26 subquesitos. Estácio de Sá na Sapucaí Ronaldo Nina/Riotur O casal de mestre-sala e porta-bandeira, por exemplo, será avaliado por fantasia, coreografia e harmonia. Já a bateria passará a ser julgada pela manutenção da cadência, conjugação dos instrumentos, criatividade e versatilidade. Segundo o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Gabriel David, a criatividade ganha peso em diversos quesitos. “O critério criatividade em muitos dos quesitos ele também é exaltado, então não jogar só com o regulamento embaixo do braço também é um ponto fundamental em vários dos quesitos que estão sendo julgados”, afirmou. Outra mudança é o aumento no número de julgadores, que passa para 54. Na prática, porém, continuam valendo as notas de 36 jurados, já que dois avaliadores de cada quesito serão excluídos por sorteio antes da apuração. De acordo com a Liesa, a medida tem como objetivo formar um banco mais amplo de jurados com capacidade de avaliar o carnaval para além de seus currículos profissionais. A partir de agora, até mesmo as notas 10 precisarão ser justificadas. As escolas terão liberdade para decidir como vão se adaptar às novas regras. “Eu acredito que cada escola, cada casal e comissão de frente terão sua metodologia, cada um tem a sua carta na manga”, disse Gabriel David. “Imaginem esse espetáculo 360 graus com iluminação moderníssima, com esse som também que é uma inovação. (…) Viva o samba, viva o carnaval do Rio de Janeiro”, completou.

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/carnaval/2026/noticia/2026/02/06/carnaval-grupo-especial-veja-as-novas-regras-de-julgamento-e-apuracao-para-os-desfiles.ghtml


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