Com guerra no Oriente Médio, BC aumenta estimativa de inflação e mantém projeção de alta do PIB de 2026 em 1,6%

  • 26/03/2026
O Banco Central manteve em 1,6% sua projeção oficial de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano. A informação consta no relatório de Política Monetária, divulgado nesta quinta-feira (16). ➡️Se confirmado, o crescimento do BC projetado para o próximo ano será o menor desde 2020 (quando houve retração de 3,3% por conta da Covid-19). ➡️A autoridade monetária também elevou sua estimativa de inflação para este ano (veja mais abaixo nessa reportagem). A instituição acrescentou, porém, que o recente conflito no Oriente Médio eleva o grau de incerteza ao redor das previsões e diz que, em caso de prolongamento, seus efeitos devem ficar mais nítidos. Neste caso, a expansão do PIB neste ano pode ser menor ainda. "Embora alguns setores da economia brasileira, especialmente o petrolífero, possam se beneficiar, os efeitos agregados predominantes do conflito, na economia global e na doméstica, devem ser os usuais de um choque negativo de oferta, aumentando a inflação e diminuindo o crescimento [da economia]", informou o BC. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A autoridade monetária observou, ainda, que embora episódios de elevada tensão geopolítica sejam recorrentes, o novo conflito no Oriente Médio causou volatilidade, incerteza e aversão a risco nos mercados. "Os preços do petróleo, do gás e de outros produtos subiram e permaneceram instáveis desde o início do conflito. Se o trânsito pelo Estreito de Ormuz continuar interrompido por tempo prolongado, ou se o conflito ganhar contorno regional, o impacto sobre os preços e sobre a atividade econômica [global] pode ser significativo e duradouro", acrescentou o BC. Inflação em alta ➡️Com a eclosão da guerra no Oriente Médio, o Banco Central também aumentou sua estimativa de inflação deste ano, que passou de 3,5%, em dezembro do ano passado, para 3,9%. A expectativa do BC ainda está abaixo da previsão do mercado financeiro, que é de 4,17% para 2026. O início da guerra no Oriente Médio têm pressionado o mercado internacional de energia, com disparada no preço do petróleo para um patamar acima de US$ 100 por barril (contra US$ 72 antes do conflito). A alta do petróleo, por sua vez, já está impulsionando os preços dos combustíveis no país, com repercussão na inflação doméstica. "O Comitê [de Política Monetária] considera os impactos dos conflitos no Oriente Médio de forma prospectiva [olhando pra frente], em particular seus efeitos sobre a cadeia de suprimentos global e os preços de 'commodities' [como petróleo] que afetam direta e indiretamente a inflação no Brasil", explicou o Banco Central. Se confirmada a projeção, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará abaixo do registrado no último ano — quando somou 4,26%. ➡️ Para 2027, a expectativa do BC subiu de 3,1% para 3,3%; ➡️ Para 2028, a instituição projetou uma inflação de 3,1%. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎Para atingir as metas de inflação, o BC calibra o nível da taxa de juros, atualmente em 14,75% ao ano, tendo por base projeções para os próximos anos. Neste momento, o BC já está mirando na meta na meta considerando o terceiro trimestre de 2027. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Política de juros restritiva ➡️Por conta do conflito no Oriente Médio, o Banco Central informou nesta semana que a política de juros terá de se manter "contracionista" (restritiva), o que indica que o ciclo de cortes de juros pode ser mais contido (em relação ao que era estimado antes do conflito no Oriente Médio). Ao contrário do ocorrido em janeiro, quando sinalizou um corte de juros em sua reunião seguinte, o Copom evitou, desta vez, dar indicações sobre suas próximas decisões a respeito da taxa básica de juros, a Selic. "Mantido o compromisso fundamental de garantia da convergência da inflação à meta dentro do horizonte relevante para a política monetária [definição do juro para conter a inflação], o Comitê estabeleceu que a magnitude e a duração do ciclo de calibração serão determinadas ao longo do tempo, à medida que novas informações forem incorporadas às suas análises", informou o Banco Central.

FONTE: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/03/26/banco-central-mantem-projecao-de-alta-do-pib-de-2026-em-16percent-mas-diz-que-guerra-pode-pressionar-inflacao-e-conter-atividade.ghtml


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