Corretora denunciou que síndico deu soco nela em discussão sobre falta de água em apartamento
29/01/2026
(Foto: Reprodução) Corretora denunciou que síndico deu soco nela em discussão sobre falta de água
Preso suspeito pela morte de Daiane Alves Souza, o síndico Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos, foi acusado de lesão corporal pela corretora. Em depoimento à polícia, Daiane relata que ele deu um soco com o cotovelo durante uma discussão sobre falta de água no apartamento no prédio em que ela morava em Caldas Novas, no sul de Goiás. Daiane foi encontrada morta em uma mata em Ipameri, no sul de Goiás, e o síndico confessou o homicídio.
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A agressão foi denunciada em maio de 2025 e a corretora filmou o momento em que levou o soco de Cleber. Quanto à acusação de lesão corporal, o g1 não obteve um posicionamento da defesa de Cleber. Em depoimento à polícia, Cleber alegou que Daiane o empurrou e que, nisso, o celular dela caiu, enquanto ela gravava a discussão (veja acima).
“Daiane me abordou com o telefone na mão, dizendo que estava gravando e falando várias coisas que eu nem lembro muito ao certo. Em dado o momento, eu fui para sair, ela começou a me empurrar e, num desses movimentos, o telefone dela caiu no chão e ela começou a gritar e virou uma confusão danada”, contou.
Quanto à morte da corretora, a defesa informou que os fatos ainda estão sendo apurados e que o síndico ainda passará por audiência de custódia. “A defesa salienta que não há qualquer envolvimento do filho Maicon Douglas de Oliveira na morte da Sra. Daiane Alves de Souza”, disse a defesa em nota (confira a nota da íntegra ao final da reportagem).
Para a polícia, Daiane relatou que, ao subir com o síndico para o apartamento, ela começou a filmar a discussão. “De repente, ele pegou e me deu um soco, uma cotovelada no meu rosto. Meu celular caiu, meu óculos caiu”, contou.
Síndico é preso suspeito da morte da corretora de imóveis
Cleber Rosa foi preso na madrugada desta quarta-feira (28). O síndico do condomínio onde a corretora morava confessou o homicídio e levou a polícia a uma área de mata em Ipameri, no sul de Goiás, onde deixou o corpo, de acordo com apuração da repórter Ludmilla Rodrigues, da TV Anhanguera.
O síndico Cleber Rosa de Oliveira e o filho, o analista de sistemas Maicon Douglas Souza de Oliveira, foram presos na madrugada de quarta-feira (28), em Caldas Novas
Wildes Barbosa/ O Popular
Segundo o delegado Pedromar Augusto de Souza, além de Cleber, também foi preso o filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, suspeito de obstruir a investigação. O porteiro do prédio foi conduzido coercitivamente para prestar esclarecimentos. O nome dele não foi divulgado e, por isso, o g1 não obteve contato com a defesa para um posicionamento.
Corpo da corretora é encontrado
Síndico do prédio onde corretora desapareceu em Caldas Novas é preso
De acordo com apuração da TV Anhanguera, o corpo foi encontrado em estado de ossada em Ipameri, abandonado em uma mata a cerca de 20 quilômetros de Caldas Novas, no sul de Goiás.
Veja onde corpo de corretora foi encontrado
Após a prisão nesta quarta-feira (29), síndico mostrou à polícia o local em que deixou o corpo da corretora após a morte dela em dezembro de 2025 (veja acima).
INFOGRÁFICO: corpo de corretora desaparecida é encontrado em GO
Arte g1
Corretora desaparecida por mais de um mês
Daiane Alves desapareceu no dia 17 de dezembro, após ela ir até o subsolo do prédio para restabelecer a energia do apartamento dela em Caldas Novas. No momento em que ela foi ao subsolo, Daiane gravou vídeos mostrando o apartamento sem energia elétrica, enviou-os para uma amiga e disse que iria religar o padrão de energia.
A mãe da corretora, Nilze Alves, contou que tinha combinado com a filha que iria para Caldas Novas no dia seguinte, 18, para conversarem sobre as locações para o Natal e para a virada de ano. Mas a mãe não encontrou a filha ao chegar no apartamento.
Síndico confessou ter matado a corretora Daiane Alves Souza em Caldas Novas, Goiás
Arquivo pessoal/Georgiana dos Passos
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A mãe de Daiane contou que Daiane deixou a porta do apartamento aberta, mas porta estava trancada quando chegou em Caldas Novas. No mesmo dia, a família registrou um boletim de ocorrência. Segundo Nilze, a filha tinha desavenças com pessoas do prédio.
“Tivemos no ano de 2025 muitos problemas que geraram processos contra o condomínio do prédio onde moramos. Processos que tramitam na Justiça de Caldas”, disse.
Veja linha do tempo do desaparecimento de corretora morta por síndico
Desavenças com moradores
Segundo a mãe da corretora, Daiane enfrentava um conflito com moradores do prédio onde morava em Caldas Novas. Antes do desaparecimento dela, o condomínio fez uma assembleia e aprovou a expulsão de Daiane, mas a decisão acabou sendo suspensa pela Justiça.
A decisão previa que Daiane deixasse o edifício no prazo de até 12 horas e mantivesse distância da área da recepção. A corretora entrou com ação na Justiça alegando irregularidades na convocação da assembleia e ausência de direito de defesa.
O Judiciário suspendeu os efeitos da decisão até a análise completa do caso e entendeu que a moradora não teve chance de se defender. A Justiça também entendeu que a assembleia pode não ter seguido as regras do próprio condomínio, como o prazo e a forma de convocação previstos no regimento.
Nota da defesa de Cleber e Maicon Douglas
"O escritório Nestor Távora e Laudelina Inácio Advocacia Associada, representando os interesses do Sr. Cleber Rosa de Oliveira, vem informar que os fatos ocorridos em Caldas Novas/GO ainda estão sendo apurados, e o compromisso do Sr. Cléber em contribuir com as autoridades públicas.
Ressalte-se que o Sr. Cleber ainda não foi ouvido pelo delegado responsável e aguarda a realização da audiência de custódia.
Além disso, a defesa salienta que não há qualquer envolvimento do filho Maicon Douglas de Oliveira na morte da Sra. Daiane Alves de Souza".
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