Desaparecimento de cadela com deficiência mobiliza força-tarefa com drones e voluntários em buscas por matas e represas no interior de SP
12/03/2026
(Foto: Reprodução) Desaparecimento de cadela debilitada mobiliza moradores em Cunha
O desaparecimento de uma cadela de apenas um ano tem mobilizado moradores e voluntários da região de Cunha, no Vale do Paraíba, desde o início de março. As buscas pelo animal viralizaram nas redes sociais – desde o desaparecimento, um perfil da tutora Sabrina Martini já alcançou mais de 100 mil visualizações.
Chamada Filomena (ou apenas Filó), a cadela da raça Fila-brasileiro é de grande porte, com cerca de 60 quilos, e tem uma série de problemas de saúde, por ter sido atacada por outro cachorro quando tinha apenas 30 dias de vida.
Segundo a tutora Sabrina, a cadela desapareceu no dia 1° de março. Ela foi vista pela última vez por volta das 16h, na propriedade onde a Sabrina mora, na zona rural de Cunha.
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"A gente acredita que ela tenha se perdido, porque a área é grande. A Filó não costumava sair, mas foi isso que aconteceu nesse dia, e aí ela não conseguiu voltar", afirmou Sabrina.
Desaparecimento de cadela debilitada mobiliza moradores da região de Cunha
Arquivo pessoal
A moradora de Cunha ressalta que o fato de o animal ser debilitado pode ter sido determinante no desaparecimento.
"Quando a Filó tinha 30 dias, foi atacada por um cão adulto no canil e ficou muito machucada. O meu marido, que é veterinário atendeu ela, e foi assim que eu a conheci. O dono do Canil decidiu colocar ela para adoção, pois ninguém ia querer comprar, e eu adotei."
"Por conta dessa condição a Filó é praticamente cega e toma remédios controlados para epilepsia. Ela tem convulsões constantes. Nesse dia ela tinha tomado remédio e estava mais lenta. Acredito que possa ter saído de casa e ficou perdida por isso", completou a tutora.
Desaparecimento de cadela debilitada mobiliza moradores da região de Cunha
Arquivo pessoal
Buscas
Desde o desaparecimento, a Sabrina iniciou as buscas com o marido. A história comoveu moradores e voluntários de Cunha e até de cidades vizinhas, que passaram a ajudar o casal.
"Andamos nas matas, olhamos rios, represas, áreas de alagamento, buracos, pedreiras, barrancos e pastos. Usamos drones, contamos com a ajuda de pessoas experientes em resgate e busca de animais, moradores locais andando a cavalo, conhecedores da terra e de lugares que ela poderia ter passado, mas não a encontramos. Ninguém há viu e não há sinais de carcaça de um animal de grande porte na região", lamentou a tutora.
Sabrina acredita que algum turista possa ter visto a cadela e levado ela para cuidar. De acordo com a tutora, isso é comum na região.
"Muitos turistas vêm para Cunha nos fins de semana e acabam encontrando os animais na zona rural, mas acham que eles estão abandonados, se solidarizam e os levam para casa. Já vi casos de tutores que precisaram ir até São Paulo ou Rio de Janeiro buscar seus cães de volta", disse.
"Principalmente pelo fato de a Filó ser debilitada, eu acho que algum turista pode ter visto, ficado com dó e levado ela. Por isso estou tentando fazer com que a mobilização chegue em outras regiões."
A tutora completa que tem sentido muita falta da cadela e espera encontrá-la logo.
"Eu não sei mais o que fazer, mas não desistimos. Eu sinto muita saudade da Filó e quero estar com ela de novo logo. Ela é minha vida", concluiu Sabrina.
Desaparecimento de cadela com deficiência mobiliza força-tarefa com drones e voluntários em buscas por matas e represas no interior de SP
Arquivo pessoal
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