Em dez anos, nº de pessoas que moram de aluguel aumenta mais de 80% no Acre, diz IBGE

  • 20/04/2026
(Foto: Reprodução)
Dados do IBGE mostram que número de pessoas que moram de aluguel aumentou mais de 80% no Acre Reprodução/Rede Amazônica Acre O número de pessoas que moram de aluguel no Acre teve um aumento de 88% na última década. Em 2016, a quantidade de imóveis alugados era de 25 mil e, em 2025, esse número aumentou para 47 mil. No ano passado, 16,3% dos domicílios no Acre eram alugados. Em 2016, o percentual era de 7,6%. A proporção de domicílios alugados praticamente dobrou em nove anos. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada na última sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ainda de acordo com o levantamento, o Acre registrou uma queda de 11,6% no número de domicílios nos últimos dez anos. Em 2016, o estado registrava 327 mil domicílios. Já em 2025, houve uma redução para 289 mil. g1 em 1 Minuto: Veja novas regras do Minha Casa, Minha Vida A participação das moradias próprias já quitadas subiu de 55% (180 mil) em 2016 para 72,3% (209 mil) em 2025, um aumento de 17,3 pontos percentuais. Os imóveis próprios que ainda estão sendo pagos tiveram um aumento de 40% entre 2016 e 2025. O percentual passou de 1,5% (5 mil em 2016) para 2,4% (7 mil em 2025) no período. LEIA TAMBÉM: Mais aluguel, menos casas quitadas e cidades mais verticais: como mudou a moradia no Brasil Minha Casa, Minha Vida: como as novas mudanças no programa favorecem a classe média Raio-X do Minha Casa, Minha Vida: veja como ficam as novas regras do programa Com relação aos imóveis cedidos, o aumento durante a última década foi de aproximadamente 68,8%. A proporção das moradias cedidas saiu de 4,9% (25 mil em 2016) para 9,3% (27 mil em 2025). Dados nacionais No cenário nacional, o Brasil ultrapassou 79 milhões de domicílios em 2025. No ano passado, 23,8% dos domicílios do país — o equivalente a 18,9 milhões de moradias — eram alugados. Em 2016, essa proporção era de 18,4% (12,3 milhões). Na prática, isso significa que o número de imóveis alugados cresceu 54,1% em nove anos. Na direção contrária, a participação das moradias próprias já quitadas caiu de 66,8% para 60,2% no mesmo período, mantendo uma tendência de redução ao longo da série histórica. No cenário nacional, o Brasil ultrapassou 79 milhões de domicílios em 2025 Diogo Moreira/MáquinaCW/Governo de SP Os imóveis próprios ainda em pagamento permaneceram relativamente estáveis ao longo da série histórica, passando de 6,2% para 6,8% entre 2016 e 2025. Apenas no último ano da série, entre 2024 e 2025, esse grupo cresceu 15,9%, indicando maior dependência do financiamento imobiliário. 🏠 Com a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano em meados de 2025, o crédito imobiliário ficou mais caro, o que dificultou o acesso à casa própria. Nesse cenário, muitas famílias passaram a adiar a compra do imóvel ou enfrentaram mais dificuldades para pagar o financiamento. Esse movimento ajuda a explicar o avanço das moradias alugadas e a redução da participação das casas próprias já quitadas. William Kratochwill, analista da PNAD Contínua, afirma que os dados indicam uma mudança na forma de acesso à moradia no país. Embora a renda dos brasileiros tenha crescido de forma consistente ao longo dos últimos anos, ele frisa que o avanço não tem sido suficiente para permitir a entrada de muitas famílias no sistema formal de habitação. “O que nós vemos é um aumento de rendimento ao longo dos anos que tem sido consistente, mas talvez não seja suficiente para que as pessoas tenham acesso ao sistema de habitação”, explicou. Por isso, acrescenta, muitas famílias acabam migrando para o aluguel. Aluguel avança mais nas regiões urbanizadas O avanço do aluguel também aparece de forma clara nas capitais brasileiras, embora com intensidades diferentes entre as cidades. Em 2025, algumas capitais já registravam mais de um terço dos domicílios ocupados por locação. Palmas liderava com folga, com 47,3% das moradias alugadas — praticamente metade do total. Em seguida aparecem Florianópolis (36%), Goiânia (35,3%) e Brasília (34,5%). Aluguel avança e apartamento cresce nas cidades Arte/g1 Nas grandes metrópoles, o aluguel também ganhou espaço ao longo da última década. Em São Paulo, a proporção de domicílios alugados passou de 26,4% em 2016 para 29,9% em 2025. No Rio de Janeiro, subiu de 20,3% para 28,2%. Em Belo Horizonte, o avanço foi ainda maior, de 19,5% para 29,6%. Mesmo nas cidades onde a casa própria ainda predomina, a presença do aluguel vem aumentando. Em Belém, por exemplo, a proporção de domicílios alugados quase dobrou em nove anos, passando de 11,1% para 21,2%. Verticalização muda o perfil das capitais Os dados da pesquisa do IBGE mostram que o crescimento dos apartamentos tem sido um dos principais fatores de transformação no perfil das moradias no país — especialmente nas capitais. Entre as grandes cidades, Porto Alegre já tem maioria de apartamentos: em 2025, eles representam 52,1% dos domicílios da capital gaúcha. Vitória aparece logo atrás, com 49,9%, praticamente metade das moradias. Em Belo Horizonte, os apartamentos também já se aproximam da metade do total, com 45,1%. Capitais brasileiras vivem avanço dos apartamentos Arte/g1 Algumas capitais registraram mudanças ainda mais rápidas. João Pessoa teve um dos maiores saltos: a participação de apartamentos passou de 30% para 45,9% dos domicílios. Aracaju também apresentou crescimento expressivo, de 26,8% para 39,6%. Em Brasília, a proporção passou de 26,7% para 38,5%. Mesmo em capitais onde as casas ainda predominam, os apartamentos vêm ganhando espaço. Em Manaus, por exemplo, a participação passou de 18,8% para 24,5%. Em Fortaleza, subiu de 21,8% para 25,9%. Já algumas capitais permanecem mais horizontalizadas. Campo Grande tem apenas 9,8% de apartamentos, enquanto Porto Velho registra 13% e Rio Branco, 13,2%. Reveja os telejornais do Acre

FONTE: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2026/04/20/em-dez-anos-no-de-pessoas-que-moram-de-aluguel-aumenta-mais-de-80percent-no-acre-diz-ibge.ghtml


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