Escoltas navais não garantem passagem segura pelo Estreito de Ormuz, diz presidente da Organização Marítima Internacional
O chefe da Organização Marítima Internacional (IMO), Arsenio Dominguez, afirmou que escoltas navais pelo Estreito de Ormuz não vão “garantir 100%” a segurança dos navios que tentam transitar pela região, em entrevista ao 'Financial Times' nesta terça-feira (17).
A assistência militar “não é uma solução de longo prazo nem sustentável” para reabrir o estreito, disse Dominguez.
O estratégico Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, permanece em grande parte fechado, elevando os preços de energia e aumentando os temores de inflação.
O fechamento também está forçando uma rápida e custosa reestruturação das cadeias de suprimentos para manter o fluxo de importações essenciais, com empresas de logística correndo para lidar com os desafios de redirecionar embarcações, transportar mercadorias por terra e evitar que produtos perecíveis se deteriorem.
“Somos danos colaterais de um conflito cujas causas não têm nada a ver com o transporte marítimo”, disse Dominguez ao jornal. O presidente ainda acrescentou que a IMO tem sérias preocupações com navios presos no Golfo que podem ficar sem comida e suprimentos para suas tripulações.
O Conselho da IMO se reunirá em sessão extraordinária na quarta e quinta-feira em sua sede em Londres para tratar dos impactos sobre o transporte marítimo e os marítimos em decorrência do conflito em curso no Oriente Médio.
Dominguez pediu que gestores de navios “não naveguem, não coloquem os marítimos em risco e não coloquem as embarcações em risco”, diz a reportagem.FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/03/17/escoltas-navais-nao-garantem-passagem-segura-pelo-estreito-de-ormuz-diz-presidente-da-organizacao-maritima-internacional.ghtml