Ex-reitor da UERR investigado por desvio milionário recebe 'nota 100' de atual reitor em avaliação
13/02/2026
(Foto: Reprodução) Atual reitor da UERR, Cláudio Travassos Delicato, e o ex-reitor, Regys Freitas
Reprodução/UERR
O ex-reitor da Universidade Estadual de Roraima (UERR), Regys Odlare Lima de Freitas, recebeu nota máxima em avaliação de desempenho como servidor da instituição. A portaria com a avaliação foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) e é assinada pelo atual reitor universidade, Cláudio Travassos Delicato. Veja na imagem abaixo.
Cláudio era vice-reitor da UERR durante a gestão de Regys Freitas. Ele também é testemunha em documento anexo a processo que pede a prisão do ex-reitor. O g1 entrou em contato com o atual reitor e aguarda retorno.
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A publicação da portaria no DOE ocorreu na quarta-feira (11), dia em que o Ministério Público pediu a prisão de Regys Freitas por tentativa de destruir provas de desvio milionário. O requerimento se baseia em indícios de que o grupo investigado está alterando dados oficiais para encobrir o desvio de dinheiro público.
Ex-reitor da UERR investigado por desvio milionário recebe 'nota 100' de atual reitor em portaria.
Reprodução/Diário Oficial do Estado de Roraima
Segundo a publicação, Regys Freitas obteve a nota 100 na "10ª Avaliação Periódica de Desempenho". A avaliação se refere ao trabalho dele como professor do curso de Direito da UERR, conforme o site da própria instituição, no período entre maio de 2024 e maio de 2025.
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Rompimento público entre reitores
A concessão da nota ocorre em meio a um rompimento público e administrativo entre Regys Freitas e Cláudio Travassos. O atual reitor, que assinou a "nota 100", é também testemunha da denúncia oferecida pelo Ministério Público contra Regys.
Em depoimento ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o atual reitor foi o responsável por revelar a existência de uma "contabilidade paralela" na instituição.
Travassos relatou aos promotores que Regys se gabava de ter "intimidade" com desembargadores para garantir impunidade e que a gestão anterior movimentou cerca de R$ 140 milhões em 2022, valor acima do orçamento oficial de R$ 90 milhões.
Regys Freitas, por sua vez, reagiu às denúncias ao atacar diretamente seu sucessor. Em nota divulgada à imprensa nesta sexta-feira (13), ele disse que as acusações contra ele são "narrativas" criadas para encobrir a "incompetência" da atual administração.
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