Falso bispo celebra batismo em capela nas Graças; 'ato gravemente ilícito', diz Arquidiocese de Olinda e Recife
23/02/2026
(Foto: Reprodução) Capela de Nossa Senhora dos Aflitos, no bairro das Graças, na Zona Norte do Recife
Reprodução/Google Street View
Um falso bispo celebrou um batismo na Capela de Nossa Senhora dos Aflitos, no bairro das Graças, na Zona Norte do Recife. De acordo com a Arquidiocese de Olinda e Recife, esse caso é um "ato gravemente ilícito, por violar a disciplina sacramental e a ordem eclesial".
A cerimônia foi celebrada por um bispo que não tem vínculo canônico com a Igreja Católica Apostólica Romana, segundo a nota da Arquidiocese divulgada no domingo (22). A data em que aconteceu o batismo e o nome do falso bispo não foram informados no comunicado, que foi assinado pelo padre Fábio Paz de Queiroz, vigário episcopal do Vicariato Soledade.
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Ainda de acordo com a Arquidiocese, o sacerdote responsável pela administração da capela localizada na Avenida Conselheiro Rosa e Silva não sabia que o celebrante é vinculado a posições sedevacantistas. Católicos que seguem essa linha religiosa não reconhecem a autoridade do atual Papa, considerado o líder mundial da Igreja Católica Apostólica Romana.
Também na nota, a Arquidiocese pontuou que ninguém é autorizado a administrar o batismo sem a devida licença da autoridade competente, uma medida que busca "salvaguardar a unidade da Igreja e o bem espiritual dos fiéis".
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No texto, a Arquidiocese afirmou que a celebração de um batismo, um dos sacramentos da Igreja Católica, exige "legítima missão canônica e integral comunhão eclesial", por isso não deve ser feito por quem "não está em comunhão com a Igreja, especialmente quando realizada em templo católico".
Na nota, a Arquidiocese:
reconhece que faltou uma "maior averiguação prévia no âmbito administrativo e da secretaria paroquial, conforme recomenda a prudência pastoral em situações semelhantes";
se prontifica em adotar medidas necessárias para que situações como essa não se repitam;
alerta os fiéis a "não participarem de celebrações promovidas por ministros desprovidos de missão canônica ou vinculados a grupos em ruptura com a Igreja".
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