'Fomos enganados', diz mãe de mulher torturada e mantida em cárcere em SP

  • 30/08/2025
(Foto: Reprodução)
Mulher torturada e mantida em cárcere acreditou que namorado iria mudar A mãe da mulher de 28 anos sequestrada, torturada e mantida em cárcere durante quatro dias diz que o namorado da filha nunca demonstrou comportamento agressivo perante os familiares da vítima. O homem, de 40 anos, foi preso na quarta-feira (27) em São José do Rio Preto (SP) suspeito de cometer as agressões. Conforme a polícia, a vítima já havia sido agredida pelo namorado, Geisson Gil Leiras, com quem se relacionou por cerca de seis meses. Inclusive, ela havia pedido medida protetiva contra ele, mas acreditou na mudança de comportamento do homem. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Quando retomaram o relacionamento, a mulher, que mora em Ibirá (SP), foi levada pelo suspeito para morar com ele em Rio Preto, no dia 14 de agosto. Conforme o delegado, as agressões começaram no dia seguinte, em 15 de agosto, após uma crise de ciúmes do suspeito. A mulher foi trancada em casa e começou a ser agredida violentamente e torturada com pedaços de madeira e objetos da casa. O suspeito ainda cortou o cabelo da mulher e provocou uma fratura exposta no cotovelo e no nariz dela. Em 18 de agosto, depois de quatro dias, segundo o relato da mulher à polícia, o suspeito saiu de casa, retornando somente no dia 20. Ao ver o estado de saúde da namorada, que não estava conseguindo andar, o suspeito acionou o pai dela e pediu ajuda. Quando ligou para pedir socorro, conforme o delegado, o suspeito disse para o pai que a vítima o estava traindo e que havia apanhado da mulher do amante. Em entrevista à TV TEM, a mãe da vítima, que também preferiu não ser identificada, contou que, quando seu marido recebeu o telefonema, o suspeito dizia que a namorada não era fiel. "Ele [suspeito] disse que não tinha mais condição de ficar com ela [vítima] lá, que ela estava traindo ele, que ela fazia coisas escondidas dele, que o rapaz pulou lá, que ele abriu a janela para o outro homem entrar. Ele falava que ela tinha errado, que a culpa era dela", conta. Ao descobrir o endereço do local onde a filha estava, o casal foi de Ibirá até Rio Preto para verificar a situação. Foi quando encontrou a vítima em situação crítica de saúde. "Ela estava para o lado de fora, ele deixou ela na calçada, toda deformada, não conseguia andar direito, não tinha um lugar nela que não estava machucado. Ele foi embora. Foi terrível, uma cena que não sai da cabeça da gente. Muito difícil, porque está começando com fisioterapia, psicóloga, porque ela não merece isso. Ela é educada e gentil e foi espancada por um ser humano que está preso. Tanto físico quanto espiritual, ele acabou com a vida dela", comentou. Questionada sobre o namoro da filha, a mãe conta que não havia sinais que pudessem indicar um relacionamento tóxico ou abusivo por parte do suspeito. "Ele sempre se comportou muito bem, nunca vimos nenhum sinal, foi onde fomos acreditando, não esperávamos que, atrás disso, tinha esse monstro. Mas fomos enganados e ela também foi enganada." Alguns dos ferimentos que o namorado da vítima de cárcere privado e tortura de Rio Preto (SP) sofreu Reprodução/TV TEM Geisson Gil Leiras foi preso suspeito de torturar e agredir a namorada em Rio Preto (SP) Arquivo pessoal Socorrida pelo pai Após ligar para o pai da vítima, o homem fugiu do local. O pai, então, resgatou a filha e a levou para a Santa Casa de Ibirá. Devido à gravidade dos ferimentos, a vítima foi transferida para o Hospital de Base de São José do Rio Preto, passou por uma cirurgia e recebeu alta após cinco dias internada, na segunda-feira (25). O estado de saúde dela é considerado estável. O suspeito teve a prisão preventiva de dez dias decretada. Ele deve responder por lesão corporal, violência doméstica, sequestro, cárcere privado, tentativa de estupro e registro de nudez sem autorização. A mãe afirma que o pior poderia ter acontecido se os pais não chegassem a tempo de socorrer a filha. "Ela perdeu sangue, ficou sem se alimentar, levando pancada e ainda sendo martirizada. É um trauma muito grande. Ela nasceu de novo. Se a gente não vai buscar naquele dia, ela poderia ter morrido", finaliza a mãe. Mulher é agredida e mantida em cárcere privado em São José do Rio Preto (SP) Reprodução/Gazeta do Interior Mulher é agredida e mantida em cárcere privado em São José do Rio Preto (SP) Reprodução/Gazeta do Interior Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/noticia/2025/08/30/mae-de-mulher-torturada-e-mantida-em-carcere-diz-que-suspeito-nao-era-agressivo-perto-da-familia-da-vitima-fomos-enganados.ghtml


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