Inteligência Artificial atua como 'olho invisível' ao auxiliar cientista brasileiro em pesquisa para identificar molécula que destrói células cancerígenas

  • 28/03/2026
(Foto: Reprodução)
IA ajuda cientista formado em Catanduva a desenvolve pesquisa de combate ao câncer A Inteligência Artificial (IA) em uma plataforma experimental foi decisiva para a descoberta feita por um cientista brasileiro ao desenvolver uma pesquisa para identificar uma molécula que destrói células cancerígenas. Formado pela Faculdade de Medicina de Catanduva (Fameca), no interior de São Paulo, José Emilio Fehr Pereira Lopes, de 63 anos, desempenhou o trabalho junto à Harvard Medical School. Assista ao vídeo acima. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Os estudos começaram em 2009, quando José Emilio e uma equipe de cientistas passaram a analisar uma molécula descrita pelo imunologista Elieser Flescher, da Universidade de Tel Aviv, em Israel. Conforme José Emilio, a IA passou a ser considerada um “olho invisível”, capaz de fazer os especialistas enxergarem o que antes demoraria anos para ser compreendido. “A IA funciona como um sistema que analisa milhões de possibilidades ao mesmo tempo. Ela identifica padrões invisíveis, encontra vulnerabilidades das células cancerígenas e ajuda a direcionar a estratégia com muito mais precisão”, explica o cientista. José Emilio Fehr Pereira Lopes é formado pela Faculdade de Medicina em Catanduva (SP) Arquivo pessoal O trabalho foi desempenhado com um conceito da biologia tumoral, que apontou que células cancerígenas produzem energia diferente das células saudáveis do corpo humano. Com a união entre engenharia molecular, bioenergia celular e modelagem computacional, Pereira Lopes juntamente com a tutoria do cientista brasileiro José Alexandre Marzagão Barbuto e do Assistente em medicina Arthur Cesar Azevedo Menezes, encontraram uma forma de desenvolver a molécula agindo contra o câncer de forma seletiva. “No nosso caso, a IA ajudou a entender como levar a molécula certa até o lugar certo dentro da célula. Não basta ter uma boa droga, ela precisa chegar viva, protegida e ativa até o alvo. Muitas moléculas são destruídas antes mesmo de chegar às células, pois o organismo, para se proteger, acaba reconhecendo esses possíveis medicamentos como algo invasor”, explica Pereira Lopes. José Emilio e outros cientistas desenvolveram a molécula sintética chamada A14, nomeada pelos pesquisadores como biointeligente. O composto molecular foi feito para reconhecer as características das células tumorais e eliminar os mecanismos que sustentam o seu desenvolvimento. Cientista brasileiro, formado em Catanduva (SP), desenvolve pesquisa oncológica Arquivo Pessoal “A inteligência artificial nos ajudou a escolher e ajustar carreadores como o chamado ‘pacotinho de açúcar’, que funciona como uma espécie de ‘cápsula inteligente’, protegendo a molécula no caminho e liberando-a no momento ideal”, explica. Initial plugin text Utilização de açúcar A técnica representa uma abordagem benéfica e promissora na oncologia e foi testada durante anos em diferentes sistemas de transporte e formulações químicas. Ao longo do trabalho, os cientistas perceberam que as células cancerígenas têm uma “assinatura” diferente, pois consomem mais açúcar do que as células normais e precisam de muita energia para crescer. “A IA consegue identificar esses padrões, como se fossem, por exemplo, ‘cores metabólicas’ diferentes, e usar essa informação para guiar a molécula até essas células. É como se o sistema soubesse exatamente onde está o alvo e enviasse o tratamento direto para ele”, pontua José Emilio. José Emilio Fehr Pereira Lopes é formado pela Faculdade de Medicina de Catanduva (SP) Arquivo Pessoal LEIA MAIS: Grafiteiro usa psicologia das cores para transformar muros de cidade em experiência sensorial Publicitária descobre Síndrome de Sjögren dez anos após ter inchaço no rosto Comida di Buteco desafia 22 bares do noroeste de SP a reinventarem petiscos com verduras Próximo passo Com grande parte da pesquisa concluída, o próximo passo é aumentar a precisão do estudo e buscar resultados cada vez mais rápidos e efetivos. Para ser submetida ao Food and Drug Administration (FDA), a molécula continua sendo acompanhada pelos cientistas. Ainda segundo Pereira Lopes, outro desafio agora é encontrar empresas que se interessem em participar desse trabalho como investidoras. “A tecnologia já mostrou um potencial muito forte, agora o objetivo é transformá-la em uma solução real para pacientes. Ressaltando que dependerá de muito investimento para terminar todos os testes antes de ser levado ao FDA para autorização dos testes clínicos em humanos. Por isso, buscamos empresas que se interessem em participar”, finaliza. Faculdade de Medicina de Catanduva (SP) UNIFIPA/Divulgação Veja mais notícias da região em g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/noticia/2026/03/28/inteligencia-artificial-atua-como-olho-invisivel-ao-auxiliar-cientista-brasileiro-em-pesquisa-para-identificar-molecula-que-destroi-celulas-cancerigenas.ghtml


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