Investigados tentam jogar 'cortina de fumaça' no caso Master, mas PF e BC não vão recuar, avaliam assessores de Lula
28/01/2026
(Foto: Reprodução) O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia que há em andamento uma operação para jogar uma "cortina de fumaça" no inquérito do caso Master, mas a Polícia Federal (PF) e o Banco Central (BC) não vão recuar nas investigações e irão até o fim no processo de apuração.
Segundo assessores de Lula, investigados buscam criar um clima de ameaça contra o governo e o Centrão para tentar parar ou tumultuar as investigações.
Nos últimos dias, foram divulgadas informações de que o ex-ministro da Justiça de Lula, Ricardo Lewandowski, foi contratado como consultor jurídico do banco Master, e de que houve uma reunião no Palácio do Planalto de Daniel Vorcaro com o presidente Lula.
Caso Master: PF ouve mais um investigado
As duas informações foram confirmadas, mas assessores de Lula lembram que nada disso interferiu nas investigações durante o governo atual.
Durante o governo Lula, o Banco Central proibiu a venda do Master para o BRB e, depois, liquidou o banco de Daniel Vorcaro.
A Polícia Federal, do seu lado, fez duas operações contra o Master, uma delas levou à prisão de Vorcaro, depois liberado pela Justiça com a obrigação de obedecer medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica.
"Não vai ser agora que será feito qualquer movimento para segurar as investigações diante das informações que estão sendo divulgadas sobre envolvimento de políticos com Vorcaro", avalia um assessor presidencial.
Segundo ele, a PF vai seguir com a investigação em qual instância o inquérito estiver, no Supremo Tribunal Federal ou na Justiça Federal.
Caso Master: PF ouve depoimento de mais um investigado
Jornal Nacional/ Reprodução
Crise na imagem
O caso Master gerou uma crise na imagem do STF depois que o relator do caso no tribunal, o ministro Dias Toffoli, adotou uma série de medidas classificadas de tentativas de controlar as investigações.
Depois, foram divulgadas informações de que os irmãos de Toffoli venderam uma participação em um resort para um fundo ligado ao Master.
Antes, houve uma operação para tentar tirar a credibilidade do Banco Central e paralisar as investigações, envolvendo inclusive o Tribunal de Contas da União.
Agora, o alvo tem sido políticos e ex-ministros que foram contratados pelo Master para atuarem em Brasília em defesa do banco e de seu dono, Daniel Vorcaro.