Irã diz ter apreendido dois navios no Estreito de Ormuz; três navios foram atacados, diz agência
22/04/2026
(Foto: Reprodução) Perto do fim do prazo, Trump prorroga cessar-fogo com Irã
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta quarta-feira (22) que apreendeu duas embarcações comerciais no Estreito de Ormuz e as direcionou para sua costa.
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Os navios são o MSC Francesca e o Epaminondas, que navegavam sob bandeiras do Panamá e da Libéria, respectivamente, segundo comunicado do braço militar iraniano divulgado pela agência estatal Tasnim.
Segundo a Guarda Revolucionária iraniana, as embarcações "navegavam sem a devida autorização e haviam manipulado seus sistemas de navegação". "A perturbação da ordem e da segurança no Estreito de Ormuz é nossa linha vermelha", afirmou o Irã.
O regime iraniano acusou o MSC Francesca de ser ligada a Israel.
O comunicado iraniano ocorre horas após a agência marítima do Reino Unido (UKMTO) e a agência de notícias Reuters terem reportado que pelo menos três navios porta-contêineres foram atingidos por disparos na região de Ormuz desde a madrugada desta quarta. Veja mais detalhes abaixo.
Os ataques ocorreram horas após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado uma extensão, por tempo indefinido, do cessar-fogo na guerra contra o Irã. Ele disse que sua decisão ocorreu a pedido do Paquistão, que tem intermediado as negociações para o fim do conflito, e para permitir a continuidade das tratativas com Teerã.
O Irã realiza um bloqueio no Estreito de Ormuz há quase dois meses, desde o início da guerra contra os EUA e Israel, o que causou uma drástica redução na quantidade de embarcações que atravessam o local, que liga os Golfos Pérsico e de Omã. O regime iraniano já mediou a passagem de alguns navios com pagamento de um "pedágio", mas afirma que o estreito está fechado "para sempre" para embarcações norte-americanas e israelenses.
Navios atacados em Ormuz
Irã reabre Estreito de Ormuz após cessar-fogo no Líbano
Jornal Nacional/ Reprodução
Um navio com bandeira da Libéria sofreu danos após ser atingido por tiros e granadas lançadas por foguetes ao nordeste de Omã.
A UKMTO informou que o comandante da embarcação relatou ter sido abordado por uma lancha da Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) e, posteriormente, alvejado. Todos os tripulantes estão seguros e não houve incêndio nem impacto ambiental decorrente do incidente.
Fontes de segurança marítima disseram à Reuters que três pessoas estavam a bordo da lancha. O comandante do navio porta-contêineres operado por uma empresa grega também relatou que não houve contato por rádio antes do incidente e que a embarcação havia sido inicialmente informada de que tinha permissão para transitar pelo Estreito de Ormuz.
A UKMTO afirmou depois que um segundo navio foi alvo de disparos cerca de oito milhas náuticas a oeste do Irã. O navio, com bandeira do Panamá, não foi danificado e sua tripulação está segura.
Fontes de segurança marítima disseram que um terceiro navio porta-contêineres foi alvejado cerca de oito milhas náuticas -- aproximadamente 15 km -- a oeste do Irã enquanto seguia para fora do Estreito de Ormuz. A embarcação, com bandeira da Libéria, não foi danificada, mas parou na água. Sua tripulação está segura, segundo as fontes.
Antes do início da guerra em 28 de fevereiro, o estreito normalmente respondia por cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo e gás natural.
Irã volta a fechar o Estreito de Ormuz e faz ameaças
Estreito de Ormuz fechado
O Irã reverteu no sábado (18) sua decisão de reabrir o Estreito de Ormuz e mais uma vez reimpôs restrições à via navegável. A decisão foi comunicada pela primeira vez por um porta-voz militar à agência estatal iraniana Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do país.
O porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbia afirmou que a passagem segue sob controle rigoroso das Forças Armadas iranianas e que continuará bloqueando o trânsito pelo estreito enquanto o bloqueio americano aos portos iranianos permanecer em vigor.