Israel faz incursões militares ao longo da fronteira com o Líbano, diz agência; ministro diz ter autorizado avanço terrestre
Israel bombardeia grupo Hezbollah no Líbano
O Exército de Israel está realizando incursões militares ao longo da fronteira com o Líbano nesta terça-feira (3), segundo a agência de notícias Reuters. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, disse ter autorizado o avanço de tropas para "assumir o controle de posições adicionais no Líbano".
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"O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e eu autorizamos as Forças de Defesa de Israel (IDF) a avançar e ocupar posições dominantes adicionais no Líbano, a fim de impedir disparos contra as comunidades israelenses na fronteira", afirmou Katz em comunicado.
As operações terrestres ocorrem após uma maior mobilização de tropas e aparatos militares por Israel ao longo da fronteira com o Líbano ocorrida nos últimos dias, e dão indícios de que Israel pode fazer uma invasão terrestre ao país vizinho.
O movimento ficou explícito após disparos de mísseis do grupo rebelde libanês Hezbollah contra o norte de Israel, o que gerou uma resposta israelense na forma de volumosos bombardeios contra o sul do Líbano e também contra a capital Beirute, que foi atacada na segunda e também nesta terça-feira.
O confronto Israel x Hezbollah é mais um foco da guerra no Oriente Médio, que se alastrou para além do conflito entre EUA, Israel e Irã, que começou no sábado após bombardeios em território iraniano que mataram o líder supremo Ali Khamenei e autoridades militares do país (leia mais abaixo).
As incursões reveladas por uma autoridade libanesa à Reuters e o aumento de tropas ao longo da fronteira com o Líbano dão indícios de que Israel pode invadir o país vizinho por terra nas próximas horas ou dias.
As forças israelenses ocupam cinco posições no sul do Líbano desde novembro de 2024, mesma época em que Israel e o Hezbollah assinaram um cessar-fogo em seu conflito.
Guerra EUA e Israel x Irã
Os bastidores das ações de Israel contra a produção de armas atômicas no Irã
Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã de sábado (28), o que deflagrou uma guerra entre os três países. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas.
Os bombardeios mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e outros membros de alto escalão da cúpula militar e de governo iraniano. Ao todo, 555 pessoas foram mortas desde o início dos ataques ao país, afirmou a organização humanitária Crescente Vermelho do Irã em atualização nesta segunda-feira (2).
Em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, o Irã disparou mísseis contra o território israelense e contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Essa troca de ataques continua desde então, com bombardeios diários contra Israel e Irã, e sendo presenciados em outros países da região.
Os EUA informaram no domingo que três militares do país foram mortos desde o início da guerra, e Trump prometeu "vingá-los".
"Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização", afirmou o presidente dos EUA no domingo.FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/03/03/israel-faz-incursoes-militares-fronteira-libano-diz-agencia-ministro-autoriza-avanco-terrestre.ghtml