Jundiaí reforça serviços de monitoramento e proteção para mulheres vítimas de violência; veja como pedir ajuda

  • 29/03/2026
(Foto: Reprodução)
Mulheres vítimas de violência podem usar 'botão do pânico' em aplicativo em Jundiaí Em meio a um período onde casos de violência contra a mulher são diariamente noticiados em todo o país, a Prefeitura de Jundiaí (SP) tem reforçado ações de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica por meio do programa “Guardiã Maria da Penha”, da Guarda Municipal. Uma das ferramentas disponíveis é o aplicativo com “botão do pânico”, voltado para mulheres que possuem medidas protetivas. O sistema, criado em 2024 com apoio da Secretaria Municipal de Segurança Pública, já acompanha quase 300 mulheres, sendo 150 com o aplicativo ativo. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Este recurso oferece proteção e orientação às mulheres vítimas de violência física, moral, patrimonial, psicológica e sexual e permite que, em caso de emergência, a vítima acione o botão e o pedido chegue imediatamente à central da Guarda Municipal, que envia uma viatura ao local. Com o acompanhamento, a Guarda Municipal monitora a localização das vítimas por meio do GPS dos aparelhos celulares. Veja um vídeo sobre o aplicativo acima. Ao g1 , a guarda municipal Cristiane de Araújo Pichark, que está na corporação há três anos, explicou que o botão é usado semanalmente. Mesmo que seja acionado por engano, a equipe vai até o endereço para verificar a situação. "Nós enviamos um link para as mulheres assistidas, elas baixam no celular e fazem o cadastro. A partir daí, fica disponível o aplicativo para uma situação de emergência. Quando elas clicam ali no botão, um botão bem aparente, o pedido já vai direto para nossa central, que entra em contato, retorna a ligação e já vai enviando uma viatura para o endereço. Acho que foi um ganho, a gente percebe que as assistidas se sentem mais seguras", explicou. Guarda Municipal Cristiane de Araújo Pichark, de Jundiaí (SP), faz parte do programa 'Guardiã Maria da Penha' Arquivo pessoal Mesmo com pouco tempo de trabalho na área administrativa da Guarda Municipal, Cristiane conta que já testemunhou diversos casos de violência com vítimas jovens, adultas e idosas. Em muitas das vezes, os agressores são companheiros, filhos ou outros familiares. Entre 2023 e 2026, cidades da região de Jundiaí, como Itatiba, Jarinu, Itupeva e Várzea Paulista, registraram 129 casos graves, incluindo feminicídio, tentativa de feminicídio, latrocínio e lesão corporal, segundo dados do portal de transparência da Secretaria de Segurança Pública. A maioria das vítimas eram adultas de 59 anos. Dados obtidos no portal da Transparência da Secretaria de Segurança Pública (SSP) sobre casos de violência contra mulher na região de Jundiaí (SP) SSP/Reprodução 'Documentos não me protegiam' Apesar dos avanços, há situações em que o aplicativo não consegue evitar agressões. Se os agressores acabarem surpreendendo as vítimas, por exemplo, a corporação não teria tempo hábil para comparecer ao local. Até mesmo a vítima poderia ter dificuldade para acionar ajuda nesta ocasião. A moradora Shirley Paranhos, de 48 anos, relata que viveu mais de 20 anos sob violência de companheiros e que medidas protetivas não foram suficientes. "Passei por diversas medidas protetivas, mas nenhuma se mostrou eficaz. São apenas documentos e eles não me protegiam. Se ele (agressor) surgisse diante de mim com uma arma, a medida protetiva não teria efeito. (...) O botão de pânico pode, em alguns casos, auxiliar, mas em situações de confronto direto, a ajuda pode chegar tarde demais. Acredito que não é uma solução viável em todos os casos, mas pode ser útil para quem (agressor) está distante", destacou. A mulher relatou que, além do seu primeiro relacionamento, ela também sofreu agressões graves de outro ex-namorado, que chegou a lhe causar feridas e hematomas que exigiram internação. Ela também teve bens materiais danificados como a sua casa e o carro. Os abusos duraram cinco anos. "Chegou no ponto de uma vez que ele me bateu eu precisei ir embora daqui do estado, fui para Minas. Ele me achou lá, foi para lá, ficou comigo, porque ele me ameaçava, falava que se eu não ficasse com ele, que sabia onde meu filho estudava, sabia os horários que a minha mãe saía de casa, do mercado, e que poderia fazer alguma coisa com eles", contou. Shirley Paranhos, moradora de Jundiaí (SP), relata que viveu mais de 20 anos sendo vítima de abusos de mais de um homem Arquivo pessoal Durante o relacionamento, o homem foi preso por violência doméstica duas vezes, mas era liberado após poucos meses e voltava a perseguir Shirley. Ela conta que só conseguiu se proteger após ser acolhida pela Casa Sol, entidade que oferece abrigo e apoio psicológico a mulheres em situação de vulnerabilidade. Para ela, penas mais severas seriam necessárias para reduzir casos de violência e feminicídio. "A única solução real foi a assistência da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) (...) a libertação que obtive veio da minha convicção de que não dependo de homem, que vivo para mim mesma. Essa independência me permitiu um relacionamento saudável, pois não vivo mais sob a dependência emocional e não fico presa à ideia de que preciso permanecer em uma situação de violência por causa dos filhos ou outra razão", enfatizou Shirley. Em situações em que a vítima é surpreendida pelo agressor e não consegue acionar o botão, a recomendação é evitar confronto direto, fugir para locais movimentados, seja um comércio, casa de vizinho ou rua movimentada e grite para chamar a atenção e pedir ajuda. A GMJ pode ser acionada pelo número 153 e a Polícia Militar pelo 190. Vítimas de violência doméstica ou familiar também podem procurar diretamente a DDM de Jundiaí, localizada na Avenida Nove de Julho, nº 3600, ou pelo telefone (11) 4521-2024. Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) em Jundiaí (SP) Google Maps/Reprodução Casa Sol Desde sua inauguração em 2006, a Casa Sol de Jundiaí é um serviço público que oferece proteção às mulheres vítimas de violência, com apoio psicológico e acompanhamento social de forma sigilosa. O acolhimento do espaço é feito por meio de encaminhamento da Delegacia de Defesa da Mulher, plantão policial ou órgãos do sistema de garantia de direitos. Em muitos casos, as vítimas chegam com boletins de ocorrência e medidas protetivas. Casa Sol de Jundiaí (SP) é um serviço público que oferece proteção às mulheres vítimas de violência Prefeitura de Jundiaí/Reprodução Segundo a prefeitura, o espaço é vinculado à Unidade de Gestão de Assistência e Desenvolvimento Social (UGADS), e auxilia mulheres que precisam "reconstruir" suas vidas. A Casa Sol de Jundiaí pode receber até 14 pessoas simultaneamente, incluindo filhos, mães ou irmãos das mulheres abrigadas. O período de permanência é de até 90 dias, podendo ser prorrogado de acordo com avaliação técnica. Initial plugin text Para deixarem o espaço, a equipe responsável avalia a situação de cada mulher e suas medidas protetivas para garantir a mudança segura para um novo endereço. Ainda segundo a pasta, muitas mulheres optam por mudar de município ou estado. Nesses casos, a equipe aciona o serviço social da cidade de destino para garantir uma transição segura, inclusive com passagens fornecidas pelo município. A equipe técnica da Casa Sol também continua o acompanhamento das mulheres no período de seis meses ou 1 ano. Casa Sol de Jundiaí (SP) acolhe mulheres e familiares que enfrentam situação de vulnerabilidade, ameaças e violências Prefeitura de Jundiaí/Reprodução Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/noticia/2026/03/29/jundiai-reforca-servicos-de-monitoramento-e-protecao-para-mulheres-vitimas-de-violencia-veja-como-pedir-ajuda.ghtml


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