Justiça condena grupo criminoso a mais de 180 anos de prisão por tráfico e lavagem de dinheiro
17/04/2026
(Foto: Reprodução) Operação Sideways cumpriu mandados em Rio Pomba, Visconde do Rio Branco e Ubá
MPMG/Divulgação
Quatro integrantes de uma organização criminosa investigada na operação 'Sideways' foram condenados pela Justiça por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e participação em grupo criminoso com atuação na Zona da Mata mineira e em outros estados. Os nomes não foram divulgados.
A sentença foi dada no início do mês pela Vara Única da Comarca de Rio Pomba, após denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
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De acordo com as investigações, o grupo atuava desde 2019, com núcleos em cidades de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. A organização era responsável pelo fornecimento de drogas, refino de cocaína, distribuição de insumos químicos e ocultação de valores obtidos ilegalmente.
Na Zona da Mata mineira, o esquema mantinha ligações com cidades como Visconde do Rio Branco, Guiricema e Rio Pomba.
Penas ultrapassam 180 anos de prisão
Dois homens foram condenados a 79 e 66 anos de prisão, respectivamente. Duas mulheres receberam penas de 21 anos cada.
Todos os réus também foram condenados ao pagamento mínimo de R$ 1.500.000 para reparação de danos morais coletivos, a ser pago pelos condenados.
Além disso, a sentença determina que eles deverão cumprir a pena em regime inicial fechado.
Operação Sideways
Mais de R$ 440 mil, carros de luxo e até fuzil são apreendidos na Operação 'Sideways'
A Operação Sideways foi deflagrada em 2025 pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Juiz de Fora e pela Promotoria de Justiça de Rio Pomba, com o apoio das polícias Militar e Civil de Minas Gerais, além de equipes de São Paulo e Rio de Janeiro.
Na ocasião, foram cumpridos mais de 90 mandados de busca e apreensão, prisão, sequestro e indisponibilidade de bens. Entre os itens apreendidos estavam um carro de luxo modelo Porsche, um fuzil e mais de R$ 400 mil em espécie.
Segundo o Ministério Público, os alvos eram suspeitos de integrar uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. As investigações incluíram interceptações telefônicas, quebras de sigilo bancário e telemático, relatórios de inteligência financeira e perícias.
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