Laudo da Enel apontou risco em 9 de 145 árvores que caíram no apagão de dezembro em SP; mapeamento faz parte de projeto da própria concessionária
14/01/2026
(Foto: Reprodução) ocal da queda de uma árvore na Rua Cubatão com Eça de Queiroz, no bairro da Vila Mariana, zona sul da cidade de São Paulo (SP), nesta quinta-feira, 11 de dezembro de 2025. A capital paulista ainda enfrenta nesta manhã os impactos do vendaval que atingiu a cidade na última quarta-feira, 10. De acordo com o Corpo de Bombeiros, somente na quarta-feira, foram abertos ao menos 1.412 chamados para quedas de árvores na capital e na Região Metropolitana de São Paulo
Felipe Rau/Estadão Conteúdo
Um projeto-piloto da Enel São Paulo mapeou 770 mil árvores na área de concessão da empresa na Grande São Paulo de forma colaborativa com as respectivas prefeituras. O levantamento apontou que 9 das 145 árvores que efetivamente caíram durante o apagão de dezembro de 2025 na região tinham risco.
A informação foi encaminhada pela Enel à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Entre os dias 10 e 11 de dezembro, mais de 4 milhões de imóveis ficaram no escuro depois de uma ventania histórica atingir a região.
(CORREÇÃO: O g1 errou ao afirmar que um laudo da Enel apontou que apenas 9 das 145 árvores que caíram no apagão de dezembro na Grande SP estavam em risco. A análise faz parte de um projeto-piloto feito em colaboração com as prefeituras dos municípios da área de concessão, que tem como objetivo se antecipar a eventuais problemas com árvores na rede elétrica. A informação foi corrigida às 21h40 de 14 de janeiro de 2026.)
Na segunda-feira (12), a União determinou que a Aneel apure falhas recorrentes no fornecimento de energia elétrica pela Enel, responsável pelo abastecimento na capital e em 23 municípios da Grande São Paulo.
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A agência reguladora quer entender se as árvores que caíram e afetaram o fornecimento de energia estavam mapeadas pela concessionária por meio de laudos técnicos, que servem para identificar riscos de tombamento.
Segundo o mapeamento, das 770 mil árvores analisadas, foi identificado que 16,6 mil têm risco de queda, sendo 15,3 mil delas localizadas na capital. Nesses casos, diz a Enel, foi sugerido que sejam cortadas.
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A perícia contratada pela Enel foi realizada em 11 de dezembro e apontou que a principal causa da queda das árvores foi a força do vento. De acordo com o laudo, problemas secundários, como a presença de fungos, também contribuíram para o tombamento.
O presidente da Enel São Paulo, Guilherme Lencastre, afirmou que o projeto-piloto deve ser ampliado.
Procurada, a Prefeitura de São Paulo informou que 438 árvores caíram na cidade entre os dias 9 e 11 de dezembro. A administração municipal afirmou ainda que realizou 167 mil podas e mais de 14 mil remoções de árvores.
Já a Enel reforçou que, ao longo do ano passado, realizou a poda de cerca de 650 mil árvores na capital e na região metropolitana.