Mulher é ameaçada e agredida por agiota em Franca, SP, por causa de dívida de R$ 1 mil

  • 11/03/2026
(Foto: Reprodução)
Mulher é ameaçada e agredida por agiota em Franca, SP, por causa de dívida de R$ 1 mil Uma mulher foi agredida e ameaçada por um agiota em frente à casa dela, em Franca (SP), por causa de uma dívida de R$ 1 mil. A vítima registrou um boletim de ocorrência, mas não teve o nome divulgado. O homem foi identificado como Ronny Hernandes Alves dos Santos, de 40 anos, investigado por envolvimento em uma quadrilha que pratica extorsão. Câmeras de segurança da casa da mulher registraram as agressões. Nas imagens, é possível ver o momento em que Ronny e mais dois homens conversavam com ela e ela explicava que não tinha dinheiro naquele momento. A partir daí, começaram as ameaças e, em seguida, vieram as agressões. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp O caso aconteceu no dia 27 de janeiro. À Polícia Civil, a mulher disse que há alguns anos pegou dinheiro emprestado com o agiota e fazia o pagamento em dia. Segundo ela, em 2023 Ronny foi preso durante uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público que investigava uma quadrilha que praticava agiotagem na região de Franca. LEIA TAMBÉM Justiça condena mais cinco por integrar quadrilha de agiotas que movimentou mais de R$ 60 milhões na região de Franca Polícia prende sexto integrante de quadrilha de agiotas que movimentou R$ 36 milhões Ainda segundo a vítima, recentemente, ao sair da cadeia, Ronny mandou mensagem para filha dela cobrando o pagamento restante, no valor de R$ 1 mil. Eles entraram em um acordo que a dívida seria quitada em dez parcelas de R$ 100 todo dia 25 de cada mês. No dia 25 de janeiro, em contato com o agiota, a vítima disse que ainda não dispunha da quantia. No dia 26, o agiota entrou em contato mais uma vez para cobrar e, como a mulher não respondeu, ele foi até a casa dela no dia 27. Agiota que agrediu mulher em Franca, SP, já foi preso por envolvimento em quadrilha em 2023 Reprodução/Câmera de segurança A discussão começou ainda no portão da casa da vítima e terminou no meio da rua, onde ela foi agredida com socos na cabeça. A mulher ainda tentou reagir, mas Ronny continuou batendo nela. Após as agressões, o agiota e os outros dois homens que o acompanhavam entraram no carro e foram embora. Ele ainda ameaçou a vítima mais uma vez, ao mandar uma nova mensagem para a filha dela dizendo que "a situação iria ficar ainda pior". Com medo, a mulher procurou a polícia e registrou o boletim de ocorrência. Suspeito ficou em silêncio em depoimento Tanto a vítima quanto o agiota foram até a delegacia para prestar depoimento. Ele optou por ficar em silêncio. A EPTV, afiliada da TV Globo, entrou em contato com a defesa dele, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Ronny foi absolvido durante as investigações por envolvimento na quadrilha que praticava agiotagem, mas o processo ainda corre na Justiça. O Ministério Público recorreu da decisão e pode usar estas agressões como mais uma prova. Quadrilha movimentou milhões com agiotagem A primeira fase da Operação Castelo de Areia ocorreu entre novembro de 2023 e janeiro de 2024, quando sete pessoas acabaram presas suspeitas de movimentar R$ 36 milhões, inicialmente. Em dezembro, todas elas, incluindo o ex-policial civil Rogério Camillo Requel, foram condenadas a 20 anos de prisão. Rogério recebeu, em três meses, cerca de R$ 340 mil provenientes do esquema, segundo denúncia do MP. As investigações apontaram que o grupo emprestava dinheiro a juros exorbitantes e depois cobrava as vítimas por meio de graves ameaças. Os chefes do esquema eram pai, filho e sobrinho. Cópias das conversas, obtidas pelo Ministério Público com autorização da Justiça, foram anexadas às denúncias e, de acordo com os promotores de Justiça, comprovam a violência utilizada pela organização criminosa para reaver o dinheiro. Ronny era um dos membros da quadrilha que ameaçavam de morte os inadimplentes e as pessoas próximas. Segundo o MP, conversas comprovam violência empregada por quadrilha de agiotas em Franca, SP Reprodução Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), mesmo com as prisões anteriores, outros integrantes mantiveram a quadrilha ativa e diziam em conversas entre eles que 'nada os intimidariam e, até mesmo, jamais seriam punidos'. Isso motivou a deflagração da segunda fase da operação, em junho deste ano. Desta vez, as investigações apontaram uma nova movimentação, de cerca de R$ 31 milhões. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

FONTE: https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2026/03/11/mulher-e-ameacada-e-agredida-por-agiota-em-franca-sp-por-causa-de-divida-de-r-1-mil.ghtml


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