No Dia da Síndrome de Down, casal de Taubaté que se conheceu por foto compartilha história de amor e trabalho
21/03/2026
(Foto: Reprodução) No Dia da Síndrome de Down, casal de Taubaté compartilha história de amor e trabalho
Uma história de amor que começou à primeira vista virou exemplo de inclusão e afeto no Vale do Paraíba. Thainah Augusto e Gabriel Faria Borsatti estão juntos há quatro anos.
O relacionamento nasceu de forma simples, mas ganhou força com o tempo — e com o apoio das famílias, em Taubaté, no interior de SP.
"Eu conheci o Gabriel através de uma fotografia. E eu falei: 'que lindo, quero conhecer'", disse Thainah.
Eles se conheceram, começaram a namorar e construíram, juntos, uma rotina como todo casal. Além do amor, os dois também compartilham algo em comum: o diagnóstico de síndrome de Down e o incentivo constante dentro de casa.
Thainah e Gabriel estão juntos há quatro anos e conciliam trabalho e relacionamento em Taubaté
Reprodução/TV Vanguarda
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Para as famílias, o suporte é essencial no desenvolvimento e na autonomia dos filhos. As mães de Thainah e Gabriel acompanham de perto a rotina deles e reforçam a importância da inclusão.
"Quando a pediatra dele me falou que o Gabriel pode ser o que ele quiser, então eu falei: 'então vamos lá, né? Depende de mim essa ajuda? Então foi isso que eu fiz, desde o início, com a terapia, informações sobre tudo'", disse Adriana Borsatti, mãe de Gabriel.
A mãe de Thainah, Luciana Augusto, disse que a filha aprende com os pais. "Tem muitas lições com ele, principalmente sobre humanidade, empatia, respeito".
Ela também falou sobre o preconceito. "Existe, mas velado. Antes era bem aberto, e eu acho que esse preconceito acaba com o conhecimento". disse.
A síndrome de Down é uma condição genética. O corpo humano tem 46 cromossomos, organizados em 23 pares, que carregam as informações genéticas.
No caso da síndrome, há um cromossomo extra no par 21 — por isso, a condição também é chamada de trissomia do 21. Essa alteração pode causar atraso no desenvolvimento motor e intelectual, além de características físicas específicas.
Hoje, Thainah e Gabriel trabalham fora, têm rotina ativa e fazem planos para o futuro. "Amigos novos, é legal. Gosto de trabalhar bastante", disse Gabriel. Thainah já pensa em se especializar e crescer profissionalmente.
"Eu reposito produto, eu bipo, guardo lancheira, guardo mercadoria e assim vai. É uma experiência gostosa e estou pensando em fazer um curso pra engajar no meu trabalho".
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