Número de entregas voluntárias para adoção aumenta no Acre em 2025, diz Justiça
21/01/2026
(Foto: Reprodução) Número de entregas voluntárias para adoção aumenta no Acre em 2025
O número de entregas voluntárias de crianças para adoção no Acre cresceu em 2025. Segundo dados da 2ª Vara da Infância e Juventude de Rio Branco, foram sete registros ao longo do ano apenas na capital. Já em 2024 foi registrado apenas uma entrega voluntária.
Segundo o Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) o crescimento no número de registros está relacionado à maior circulação de informações sobre o procedimento e à organização do fluxo de atendimento no estado, especialmente em unidades de saúde e órgãos da rede de proteção à infância.
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A entrega voluntária é uma alternativa legal para gestantes ou mães que, por diferentes motivos, decidem não permanecer com a criança após o nascimento.
Ou seja, na prática, a mulher pode manifestar o desejo de entregar a criança ainda durante a gestação ou após o parto.
A partir disso, o caso é encaminhado à Vara da Infância e Juventude, que acompanha o processo. Ao comunicar a decisão, a gestante ou mãe passa a ter acompanhamento jurídico e psicossocial. O procedimento ocorre em segredo de Justiça, com proteção dos dados pessoais e sem exposição da mulher ou da criança.
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Apesar de estar prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a prática ainda é pouco conhecida e, muitas vezes, confundida com abandono.
A legislação garante também que a decisão seja tomada sem pressão ou constrangimento, e prevê o direito de arrependimento até a homologação judicial.
Caso a entrega seja confirmada, a criança é incluída no Sistema Nacional de Adoção, onde passa a aguardar por uma família previamente habilitada.
Número de entregas voluntárias para adoção aumenta no Acre em 2025
Getty Images
A norma também diferencia a entrega voluntária do abandono, que ocorre quando não há comunicação aos órgãos responsáveis.
Mesmo com o aumento dos registros no Acre, o tema ainda enfrenta desafios. Um levantamento da Agência Pública aponta que, em muitos casos, mulheres relatam abordagens inadequadas e desinformação, principalmente em serviços de saúde, o que dificulta o acesso ao direito previsto em lei.
Já em nível nacional, dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostraram que, entre 2023 e agosto de 2025, cerca de 2,3 mil crianças foram entregues voluntariamente para adoção no Brasil, número inferior ao total de crianças que ingressaram no sistema de acolhimento no mesmo período.
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