O que se sabe sobre investigador preso suspeito de estuprar detenta em delegacia de MT
03/02/2026
(Foto: Reprodução) Investigador foi preso suspeito de estuprar mulher em delegacia de Sorriso
Uma detenta denunciou que foi estuprada dentro da delegacia de Sorriso, a 420 km de Cuiabá, pelo próprio investigador da Polícia Civil, o que deu início a uma investigação que segue em sigilo.
O servidor passou por audiência de custódia no domingo (1º) e permanece preso. O g1 tenta localizar a defesa dele.
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A investigação ainda está em fase inicial. Para se ter uma ideia, a denúncia da detenta foi feita há cerca de 50 dias.
Diante disso, o g1 reuniu o que já se sabe sobre o caso. Confira.
Quem é o investigador?
Onde ocorreu o crime?
Quantas vítimas?
Quem investiga?
Quem é o investigador?
O suspeito foi identificado como sendo o investigador Manoel Batista da Silva, de 52 anos. Ele trabalha na corporação desde 2001 e recebe R$ 20 mil por mês, segundo dados do Portal da Transparência.
Ele deve continuar a receber o salário mesmo respondendo a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), conforme a lei 9.784 de 1999, que estabalece as diretrizes básicas nestes casos.
Onde ocorreu o crime?
A denúncia aponta que o investigador supostamente praticou o crime dentro da delegacia, onde a detenta está presa.
Por isso, todos os policiais que estavam de plantão no dia do crime tiveram que passar pela coleta de material genético. O objetivo é confrontar os DNAs com o exame pericial feito na vítima.
Os exames apontaram compatibilidade do material genético com o de Manoel, reforçando a suspeita de violência sexual. A data de quando ocorreu o crime, contudo, não foi divulgada.
Quantas vítimas?
Até o momento, apenas uma vítima fez a denúncia de estupro. Porém, outras detentas foram ouvidas pela polícia após o início da investigação, mas, até a última atualização desta reportagem, nenhum outro caso veio à tona.
No pedido de prisão preventiva, o Ministério Público do estado (MP-MT) requereu a antecipação do cumprimento da custódia para "fazer cessar a reiteração criminosa, quando há notícias de que o paciente teria praticado a conduta delitiva contra diversas vítimas, circunstância que revela a sua propensão a atividades ilícitas, demonstra a sua periculosidade e a real possibilidade de que, solto, volte a delinquir", segundo o documento.
Quem investiga?
A própria Polícia Civil recebeu a denúncia e abriu investigação, sendo conduzida pela delegada Layssa Crisóstomo.
A Corregedoria-Geral da polícia também acompanha o caso de perto, além do Ministério Público. O g1 também questionou se a Defensoria Pública vai entrar na defesa da vítima, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.
O investigador da polícia suspeito de estuprar uma mulher dentro de uma delegacia, em Sorriso (MT), foi identificado como Manoel Batista da Silva, de 52 anos
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