O que se sabe sobre o caso do filho que matou o assassino da mãe 10 anos após a morte dela em MG

  • 12/04/2026
(Foto: Reprodução)
Vídeo mostra homem sendo morto com tiros nas costas em Frutal Marcos Antônio da Silva Neto, de 19 anos, é suspeito de matar Rafael Garcia Pedroso, de 31, no dia 31 de março, em frente à Unidade Básica de Saúde (UBS) Carlos Alberto Vieira, no bairro Novo Horizonte, em Frutal, no Triângulo Mineiro. A vítima aguardava a esposa quando foi atingida por cinco tiros. Imagens de uma câmera de monitoramento mostram o momento em que a vítima foi atingida por tiros pelas costas. Assista ao vídeo acima. O g1 reuniu as principais informações do caso. Veja o que se sabe até agora. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Triângulo no WhatsApp Como Rafael foi morto? No dia 31 de março, Rafael estava em frente à Unidade Básica de Saúde Carlos Alberto Vieira, no bairro Novo Horizonte, quando foi surpreendido pelo suspeito, que, segundo a polícia, atirou várias vezes pelas costas. Ele aguardava a esposa ser atendida no local. Rafael Garcia Pedroso cumpria prisão domiciliar desde 15 de janeiro. Ele foi assassinado em 31 de março. Reprodução/Redes Sociais Vítima matou mãe de suspeito 10 anos antes Segundo o processo sobre o assassinato de Glauciane Cipriano, mãe de Marcos, o crime ocorreu em 3 de julho de 2016. Na ocasião, Rafael matou a companheira com cerca de 20 facadas. O crime aconteceu durante a abertura da ExpoFrutal, quando o casal e amigos participavam de um churrasco com consumo de álcool. Segundo as investigações, após a mulher sair para deixar um dos filhos com a madrinha, Rafael, motivado por ciúmes, a perseguiu. De volta ao local, ele questionou a demora da vítima e a atacou de forma repentina enquanto ela estava sentada. Segundo a sentença, Glauciane não teve chance de defesa. O crime ocorreu na frente de Marcos, que tinha 9 anos na época. Testemunhas tentaram impedir a agressão, mas não conseguiram. A condenação aponta que o homicídio foi cometido por motivo fútil, com uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, no contexto de violência doméstica e familiar. Glauciane foi morta por Rafael quando eles estavam juntos em 2016 Reprodução/Redes Sociais Rafael foi preso pela morte de Glauciane De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), após matar Glauciane Cipriano, em 2016, Rafael foi levado para a Penitenciária de Frutal. Ele ficou na unidade até 2019, quando foi transferido para a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac), a pedido da própria penitenciária, por causa da superlotação. Vítima estava em prisão domiciliar Conforme decisão judicial, Rafael recebeu, em janeiro de 2026, o benefício da prisão domiciliar. A medida foi concedida após a Justiça constatar falta de vagas em unidade adequada ao regime semiaberto e a capacidade esgotada da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac). A medida teve como base a Súmula Vinculante nº 56 do Supremo Tribunal Federal (STF). Ela previa fiscalização e poderia ser revogada imediatamente em caso de descumprimento das condições impostas. 🔍 A Súmula Vinculante nº 56 do Supremo Tribunal Federal (STF) estabelece que presos não podem permanecer em regime mais severo do que o determinado pela Justiça por falta de vagas no sistema prisional, devendo o Judiciário adotar medidas alternativas, como a prisão domiciliar, quando não houver local adequado para o cumprimento da pena. LEIA TAMBÉM: VÍDEO: Bala perdida atinge quarto de criança durante perseguição Funcionário vítima de bala perdida disparada pelo patrão em festa fica paraplégico Funcionário de farmácia é atingido por bala perdida Trajetória de Rafael na prisão O crime foi cometido em julho de 2016; O réu foi condenado em um primeiro julgamento pelo Tribunal do Júri, em data não informada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG); Em março de 2018, o TJMG analisou o recurso e anulou a decisão; Um novo julgamento foi realizado em outubro de 2019, quando houve outra condenação; A defesa recorreu novamente, mas o TJMG manteve a sentença em outubro de 2020, fixada em 23 anos de prisão; O réu ainda apresentou novos recursos; Ele passou a cumprir pena na Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) em 30 de abril de 2019, a pedido da penitenciária, devido à superlotação. Antes, estava no Presídio de Frutal; No mesmo processo de execução penal, há a informação de que Rafael estava em prisão domiciliar desde janeiro deste ano. Rafael Garcia Pedroso foi morto em frente a uma UBS, em Frutal. Corpo de Bombeiros/Divulgação Suspeito monitorou a vítima Segundo a Polícia Militar, Marcos monitorou os passos de Rafael por dois meses. Rafael cumpria prisão domiciliar desde 15 de janeiro, quando deixou a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) devido à superlotação. Marcos é foragido De acordo com a Polícia Civil, Marcos é procurado desde o dia do crime. A corporação já solicitou à Justiça a prisão temporária dele. Ao g1, o advogado do suspeito, José Rodrigo de Almeida, disse que o cliente pretendia se apresentar espontaneamente à Polícia Civil e confessar o crime. Segundo ele, isso não ocorreu porque a corporação informou que a apresentação precisa ser combinada previamente e comunicada à delegacia responsável pela investigação. Em nota, a Polícia Civil informou que, nesses casos, não basta o investigado decidir se apresentar por conta própria. Segundo a corporação, é necessário combinar previamente com a delegacia responsável, para garantir organização e não prejudicar a investigação. A Polícia Civil também reforçou que a apresentação espontânea não impede uma eventual prisão, caso haja motivos legais. Por isso, mesmo com a intenção de se entregar, é necessário seguir os procedimentos e alinhar a apresentação com a corporação. A corporação informou ainda que o caso está em estágio avançado de investigação. Inicialmente, a Polícia Militar informou que três pessoas eram suspeitas de envolvimento no crime. Uma delas chegou a ser presa por suspeita de dar carona de moto ao autor no dia do assassinato. A reportagem também entrou em contato com a Polícia Civil para saber se as outras duas pessoas, além de Marcos, continuam sendo investigadas por possível participação no homicídio, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. O que diz a defesa de Marcos A defesa de Marcos Antônio da Silva Neto afirmou que, desde o início, tentou colaborar com a investigação e procurou a polícia para organizar a apresentação espontânea do suspeito. Segundo os advogados, Marcos não se apresentou no dia do crime porque o defensor estava em outra cidade e só chegou a Frutal à noite, quando a delegacia já estava fechada. Por isso, a intenção era fazer a apresentação no dia seguinte, diretamente ao delegado. A defesa afirmou, em nota, que o investigado sempre demonstrou intenção de prestar depoimento e confessar o crime. No entanto, o pedido para ouvi-lo não foi atendido de imediato. Os advogados afirmam ainda que souberam, de forma não oficial, de um possível mandado de prisão, que ainda não teria sido formalizado no inquérito. Por isso, disseram que adotaram medidas na Justiça para ter acesso à decisão. Por fim, a defesa afirmou que Marcos não tentou fugir e que continua disposto a colaborar com as autoridades. Execução em Frutal ocorreu em frente à unidade de saúde no bairro Novo Horizonte Arte/g1 VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

FONTE: https://g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/noticia/2026/04/12/o-que-se-sabe-sobre-o-caso-do-filho-que-matou-o-assassino-da-mae-10-anos-apos-a-morte-dela-em-mg.ghtml


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