Orelhões começam a ser retirados das ruas de todo o país; Acre tem 140 aparelhos
21/01/2026
(Foto: Reprodução) Orelhões serão desligados este mês
Nathália Alves/g1
O Acre ainda conta com 140 telefones públicos, os famosos orelhões, espalhados nas ruas de diversas cidades, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). No entanto, os aparelhos têm o tempo contado porque a partir deste mês, eles começam a ser retirados definitivamente das ruas de todo o Brasil.
Ainda segundo a Anatel, 38 mil aparelhos ainda permanecem no território nacional. A retirada começa agora porque, no ano passado, acabaram as concessões do serviço de telefonia fixa das cinco empresas responsáveis pelos aparelhos.
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O fim de uma era: Os orelhões estão sendo removidos das ruas do Brasil
No Acre, as cidades com mais orelhões ainda instalados são Feijó (27), Sena Madureira (24) e Tarauacá (22). A capital Rio Branco tem apenas três orelhões.
Já nos municípios de Xapuri, Brasiléia e Capixaba têm apenas um orelhão instalado. Em Epitaciolândia e Plácido de Castro não apresentam dados. Veja abaixo quantos orelhões ainda existem na sua cidade:
Entenda
📞 Com o fim dos contratos, Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefonica deixam de ter a obrigação legal de manter a infraestrutura de telefones públicos.
A extinção dos aparelhos não será imediata em todos os locais. Em janeiro, começa a remoção em massa de carcaças e aparelhos desativados. Os orelhões só devem ser mantidos em cidades onde não há rede de celular disponível. E só até 2028.
O processo de retirada já vinha ocorrendo nos últimos anos. Dados da Anatel mostram que, em 2020, o Brasil tinha ainda cerca de 202 mil orelhões nas ruas.
Como contrapartida pela desativação, a Anatel determinou que as empresas devem redirecionar seus recursos para investimentos em redes de banda larga e telefonia móvel, tecnologias que hoje dominam a comunicação no país.
Dados disponibilizados pela agência mostram que mais de 33 mil orelhões estão ativos, enquanto cerca de 4 mil estão em manutenção.
👂 O orelhão
O orelhão surgiu em 1971, criado pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira. Inicialmente eles tinham outros nomes, como Chu I e Tulipa.
Cabines telefônicas existiam em outros países, mas a criação da arquiteta, enquanto trabalhava em uma companhia telefônica, se tornou icônica pelo seu design, reproduzido em outros países como Peru, Angola, Moçambique e China.
Além de diferente, o formato tinha uma justificativa funcional: a qualidade acústica. O som entrava na cabine e era projetado para fora, diminuindo o ruído na ligação e protegia quem falava do barulho externo.
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