Polícia apreendeu pistola de uso restrito e maconha no apartamento de empresário preso no AC

  • 11/02/2026
(Foto: Reprodução)
Abrahão Neto foi preso nesta quarta-feira (11) durante operação policial Reprodução A polícia apreendeu uma pistola de uso restrito, uma arma artesanal, munições e maconha no apartamento do empresário Abrahão Felício Neto, preso nesta quarta-feira (11) durante a Operação Regresso da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Acre (Ficco-AC). Ele é neto dos fundadores do Grupo Miragina. A reportagem tenta contato com a defesa do empresário. A Miragina é umas empresas mais tradicionais do Acre que trabalha com alimentos desde 1967. Criada por Abrahão Felício e a esposa Miriam Assis Felício, a indústria tem mais de 20 produtos, incluindo os derivados da castanha do Brasil. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp A Polícia Federal (PF-AC) confirmou que a empresa não foi alvo da operação, contudo, cumpriu diligências na sede da Miragina nesta quarta. (Veja detalhes da ação policial abaixo) O g1 e a Rede Amazônica Acre tiveram acesso ao processo. A 1ª Vara Criminal de Rio Branco expediu o mandado de prisão preventiva de Abrahão Neto e de outros quatro investigados no último dia 5 pelos crimes de tráfico de drogas, associação ao tráfico e lavagem de dinheiro. Ele deve passar por audiência de custódia nesta quinta (12). Operação cumpre prisões em investigação sobre tráfico de drogas no Acre Cumprimento de mandados No início da manhã desta quarta, as equipes policiais foram até o apartamento de Abrahão, na capital acreana, e cumpriu os mandados judiciais, dentre eles de busca e apreensão. Durante a revista no local, a equipe encontrou dentro do guarda-roupa uma pistola Imbel calibre .40, carregada e municiada. "O investigado declarou que a arma era de sua propriedade, mas não possuía registro ou documentação. Acrescentou que passou a portar a arma porque o condomínio onde mora já havia sido alvo de invasão anteriormente", diz parte do processo. Ao seguir com a busca, os policiais acharam um revólver garrucha Rossi dentro de um armário sem a documentação e registro. "Abrahão explicou que teria ganhado essa arma quando tinha cerca de 12 anos, tratando-a como item de valor sentimental", destaca o documento. Ainda conforme o processo, foi apreendida uma porção de maconha no apartamento, os celulares de Abrahão e da esposa dele, além de dois carros usados pelo casal, que estão documentados no nome da mãe de Abrahão. Operação da Ficco-AC mira empresa de biscoitos Miragina, em Rio Branco Reprodução Segundo as investigações, um dos carros é utilizado pelo investigado para comercialização de drogas. Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão contra investigados. Em nota, a Polícia Federal destacou que o investigado 'se utilizou indevidamente da estrutura da empresa para a prática dos ilícitos'. Ao g1, o advogado da empresa, Gilliard Nobre Rocha, informou que o empresário preso não 'possui qualquer participação, cargo de direção ou vínculo administrativo ou trabalhista com a Miragina S/A'. (Veja a nota na íntegra abaixo). Investigações A Justiça também autorizou o bloqueio de bens e valores de até R$ 5 milhões. Além de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, as ordens judiciais foram cumpridas também em Aracaju (SE) e a polícia apreendeu cinco veículos e R$ 8 em dinheiro. Segundo as investigações conduzidas pelas polícias Federal, Civil, Militar e Penal, o grupo atuaria de maneira estruturada no envio de drogas para outros estados. LEIA TAMBÉM: Operação da PF cumpre mandados contra grupo suspeito de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro Ao longo da apuração, foram identificados ao menos cinco episódios relacionados ao tráfico, que resultaram na apreensão de, aproximadamente, 350 quilos de cocaína no Acre, Pará e Goiás. "Um dos líderes do grupo investigado, oriundo de uma conhecida família acreana, exercia papel central na coordenação das atividades ilícitas, articulando negociações e logística para o transporte das drogas", afirmou o delegado Rodrigo Muniz. A investigação também apura a utilização de mecanismos para ocultação de patrimônio, com movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada pelos investigados. Polícia Federal (PF-AC) em Rio Branco Aline Pontes/Rede Amazônica Apreensão de drogas Em dezembro de 2022, a empresa também esteve no centro de outra polêmica quando um caminhão que transportava biscoitos Miragina foi apreendido com 468 kg de cocaína. Na época, a empresa divulgou uma nota afirmando que 'não possuía qualquer responsabilidade quanto à guarda e transporte dos produtos por ela vendidos, tão logo sejam retirados pelos clientes em sua fábrica'. A apreensão ocorreu na Unidade Operacional de Poconé, BR 070, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), quando os policiais deram ordem de parada a uma carreta que seguia sentido Cuiabá. Na fiscalização, pediram que o condutor estacionasse o veículo em posição segura e sem atrapalhar a rodovia, contudo, ele teve grande dificuldade para fazer as manobras, o que mostra que não tinha perfil de motorista profissional. Caminhão carregado com biscoitos Miragina foi apreendido com mais de 400 quilos de drogas Arquivo/Polícia Rodoviária Federal O motorista disse que levaria o caminhão a pedido de alguém que não conhecia pessoalmente. O veículo iria para o Rio Grande do Norte, onde seria entregue a um comprador do semirreboque, mas ele não sabia o valor. Também afirmou que não tinha certeza se voltaria para casa e não sabia dar detalhes sobre a viagem. O motorista contou que carregou a mercadoria em uma fábrica de Rio Branco com destino a Parnamirim/RN. Disse que seu patrão pediu para deixar as carretas em um depósito no fim de semana. Afirmou também que não conhece o contratante pessoalmente, apenas por mensagens em aplicativo. Nota na íntegra da empresa sobre a operação A Miragina S/A Indústria e Comércio vem a público esclarecer informações veiculadas acerca da “Operação Regresso”, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (11). Diante das notícias que circulam, a Miragina S/A destaca que não é alvo, direta ou indiretamente, da referida operação policial. Não é parte investigada, não é mencionada no inquérito, e não é alvo de qualquer ordem judicial. Apesar de ter comparecido à sede da empresa na manhã de hoje, a Polícia Federal não realizou qualquer de diligência em desfavor da empresa, que mantém suas atividades regulares e preza pela transparência e conformidade legal em todas as suas operações. Dentre as diversas pessoas investigadas, do que se pode conhecer, a operação menciona uma pessoa ligada a uma das acionistas. Esta pessoa, contudo, não possui qualquer participação, cargo de direção ou vínculo administrativo ou trabalhista com a Miragina S/A. Até o presente momento, os autos processuais encontram-se sob sigilo de Justiça. Por esta razão, a empresa e sua defesa técnica estão impossibilitadas de prestar maiores detalhes sobre o conteúdo da investigação. Por fim, a Miragina S/A reafirma seu compromisso histórico com o desenvolvimento do Acre e com a ética que pauta sua atuação há décadas, permanecendo à disposição para eventuais esclarecimentos necessários às autoridades competentes. Miragina S/A Indústria e Comércio R/P Gilliard Nobre Rocha OAB/AC 2.833 | OAB/RO 4.864 VÍDEOS: g1

FONTE: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2026/02/11/policia-apreendeu-pistola-de-uso-restrito-e-maconha-no-apartamento-de-empresario-preso-no-ac.ghtml


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