Polícia da França prende 11 suspeitos de envolvimento em morte de ativista de extrema direita

  • 18/02/2026
(Foto: Reprodução)
Buquê de flores é colocado em local onde militante de extrema direita Quentin Deranque, 23, morreu em Lyon, na França OLIVIER CHASSIGNOLE / AFP Onze pessoas, incluindo um assessor de um parlamentar francês da esquerda radical, foram presas na França durante a noite de terça (18) e na madrugada desta quarta-feira (19), sob suspeita de envolvimento no assassinato de um ativista de extrema direita no último fim de semana em Lyon. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Entre os detidos está pelo menos um assessor de Raphael Arnault, parlamentar do partido de extrema-esquerda França Insubmissa (LFI), que afirmou na terça-feira que o assessor havia "encerrado todas as atividades parlamentares". "Cabe agora à investigação determinar a responsabilidade", disse Arnault à emissora X. Outro assessor de Arnault também estava entre os detidos, segundo relatos da imprensa francesa. A promotoria não confirmou imediatamente a informação e Arnault não respondeu a um pedido de comentário enviado por e-mail. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A promotoria da cidade abriu um inquérito por homicídio. Pouco depois do anúncio das prisões, na manhã desta quarta, a sede da LFI em Paris recebeu uma ameaça de bomba e precisou ser evacuada até que a polícia isolasse a área. Espancamento O ativista de extrema direita Quentin Deranque, de 23 anos, morreu no sábado (14) após ser espancado por ativistas de extrema esquerda em frente a um centro de convenções em Lyon, onde a eurodeputada Rima Hassan discursava. A direita local havia convocado um protesto no local contra a presença de Hassan. Vídeos do confronto foram amplamente compartilhados nas redes sociais. Hassan e outros membros da LFI condenaram o assassinato. Tanto a extrema esquerda quanto a extrema direita têm se aproveitado da frustração com o governo minoritário de centro, às vésperas das eleições locais do próximo mês e da eleição presidencial do ano que vem, que ocorrerão em um ambiente altamente polarizado. Jordan Bardella, presidente do partido de extrema direita Reunião Nacional, pediu a renúncia de Arnault. "A esquerda e a extrema esquerda cruzaram uma linha vermelha inaceitável em nossa democracia: o respeito pelas opiniões e pela integridade física de seus oponentes", disse ele a repórteres na quarta-feira. Em uma coletiva de imprensa separada, o coordenador nacional da LFI, Manuel Bompard, afirmou que seu partido não era de forma alguma responsável pela morte de Deranque e que agora se sentia ameaçado.

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/02/18/policia-da-franca-prende-11-suspeitos-de-envolvimento-em-morte-de-ativista-de-extrema-direita.ghtml


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