Portugal elege António José Seguro como novo presidente

  • 08/02/2026
(Foto: Reprodução)
Portugueses voltam às urnas em 2º turno histórico para escolher novo presidente António José Seguro, do Partido Socialista, é o novo presidente de Portugal. Com 99% dos votos apurados, o candidato de esquerda, que recebeu apoio dos candidatos de partidos de centro no 2º turno, tem 66,7% dos votos válidos contra 33,3% de André Ventura, do partido de extrema direita Chega. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Eleição presidencial: por que Portugal tem dois líderes, e o que faz o presidente português? Duas pesquisas de boca de urna divulgadas após o fechamento das urnas - 19h do horário local e 16h em Brasília deste domingo (8) - já apontavam a vitória, prevista nas pesquisas de intenção de voto. A jornalistas, antes de seu pronunciamento oficial como eleito, Seguro afirmou: "A resposta que o povo português deu hoje, o seu compromisso com a liberdade, a democracia e o futuro do nosso país, deixa-me naturalmente comovido e orgulhoso da nossa nação". António José Seguro é eleito novo presidente de Portugal. Na imagem, ele chega para acompanhar a apuração do segundo turno, na noite deste domingo (8), em Lisboa PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP Em seu perfil nas redes sociais, Ventura reconheceu a derrota e agradeceu os apoiadores: "Não vencemos estas eleições presidenciais, mas estamos a fazer história! Obrigado pela confiança". Apoiantes do candidato presidencial e socialista moderado António José Seguro reagem aos resultados das sondagens no dia das eleições presidenciais REUTERS/Pedro Nunes António José Seguro tem 63 anos e é um político socialista de longa data. Durante a campanha, ele posicionou-se como um candidato moderado que cooperará com o governo minoritário de centro-direita de Portugal, repudiando as diatribes anti-establishment e anti-imigração de Ventura, e conquistou o apoio de outros políticos tradicionais, tanto de esquerda quanto de direita, que desejam conter a crescente onda populista. Apesar da derrota deste domingo, André Ventura, de 43 anos, segue em sua escalada de popularidade no país. O apoio crescente a ele e seu partido reflete a influência cada vez maior da extrema direita em Portugal e em grande parte da Europa. No ano passado, o partido dele, o Chega, tornou-se a segunda maior força parlamentar portuguesa, ultrapassando os socialistas e ficando atrás da aliança governante de centro-direita, que obteve 31,2%. "Todo o sistema político, tanto de direita quanto de esquerda, uniu-se contra mim. Mesmo assim, acredito que a liderança da direita foi definida e consolidada hoje. Espero liderar esse espaço político a partir de hoje", disse Ventura a jornalistas ao sair de uma missa católica no centro de Lisboa. André Ventura, candidato do partido de extrema direita de Portugal Chega REUTERS/Rodrigo Antunes O Poder Executivo de Portugal é dividido entre duas figuras: o presidente e o primeiro-ministro. Por conta do sistema político do país, o semipresidencialismo, é o prêmie que cuida do dia a dia do governo e o presidente tem um papel mais cerimonial, representando o país internacionalmente e intervindo quando achar necessário. O cargo da Presidência portuguesa é ocupado há quase uma década por Marcelo Rebelo de Sousa, de centro-direita, que ficou marcado por uma postura conciliadora e pela condução do país durante sucessivas crises políticas. Eleição foi adiada em alguns municípios As tempestades que vem afetando Portugal nas últimas semanas fizeram com que o segundo turno das eleições presidenciais, que ocorreu em todo país neste domingo (8), fosse adiado em alguns municípios mais afetados. Segundo informações da agência de notícias Reuters, cidades no sul e no centro do país adiaram a votação por uma semana. Cerca de 37 mil eleitores, o que corresponde a 0,3% do total, foram afetados. Ao chegar para votar, Ventura criticou o governo por manter a data das eleições. Ele vinha defendendo nos últimos dias que elas fossem adiadas em solidariedade às vítimas das chuvas torrenciais e ventos fortes. "Acho que foi desrespeitoso porque transformou alguns portugueses em cidadãos de primeira classe e outros em cidadãos de segunda classe. Acho que em muitas partes do país, as pessoas se sentem desrespeitadas", afirmou. António José Seguro, candidato do Partido Socialista de Portugal REUTERS/Pedro Nunes Seguro também falou sobre o adiamento em algumas zonas eleitorais. Expressou solidariedade aos afetados, mas pediu que os cidadãos não deixem de ir às urnas: "Espero que estas melhores condições meteorológicas permitam que as pessoas saiam para votar. Este é o momento em que o povo é soberano, em que cada voto conta e decide verdadeiramente o futuro do nosso país. Estamos a eleger o Presidente da República para os próximos cinco anos, o que é uma decisão muito importante. Expresso também a minha solidariedade a todas as famílias que estão a atravessar momentos difíceis em algumas partes do nosso país". No final de janeiro, a tempestade Kristin deixou 5 mortos, um rastro de destruição e quase meio milhão de pessoas sem energia no país. Tempestade mata cinco em Portugal ​

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/02/08/portugal-elege-antonio-jose-seguro-presidente.ghtml


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