PT estuda lançar André Ceciliano para governo tampão no RJ

  • 20/01/2026
(Foto: Reprodução)
Octavio Guedes: Há uma dúvida se o PT está colocando Eduardo Paes contra a parede A pouco mais de dois meses do prazo limite para que o Cláudio Castro (PL) renuncie ao cargo de governador do RJ caso queira concorrer ao Senado em outubro, as peças no tabuleiro político fluminense se movem de olho em quem vai sentar na cadeira de governador do Rio de Janeiro até as eleições. A eventual saída de Castro abre espaço para eleições indiretas de governador, a ser feita pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Isso ocorre por três fatores: o estado está sem vice-governador desde que o vice, Thiago Pampolha, foi indicado e tomou posse no Tribunal de Contas do Estado (TCE), em maio de 2025; o próximo da linha de sucessão é o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, mas Rodrigo Bacellar (União Brasil) está afastado do cargo e do comando da Casa após operação da Polícia Federal (PF); o nome seguinte da linha de sucessão é o do presidente do Tribunal de Justiça do RJ, Ricardo Couto, que assumiria o cargo e convocaria a eleição indireta, segundo diz a lei do estado. Diante da necessidade de montar um palanque presidencial forte para Lula (PT) no RJ, o PT começa a estudar uma possível candidatura do secretário de Assuntos Parlamentares do governo, André Ceciliano, como governador-tampão. Governador do Rio, Claudio Castro, e André Ceciliano Divulgação Ceciliano presidiu a Alerj de 2019 a 2023 e ainda conta com muita influência sobre deputados estaduais do Rio, que vão justamente eleger o próximo governador até janeiro de 2027. O movimento é justificado pelo partido como uma necessidade de garantir o controle da máquina do Rio de Janeiro, que seria usada a favor da reeleição presidencial de Lula e também como objeto de pressão a Eduardo Paes (PSD). Com Bacellar preso, presidente do TJ vira próximo na linha sucessória do RJ; veja o que acontece se Castro renunciar O prefeito carioca já confirmou que é pré-candidato ao Governo do Estado, e está de olho em quem vai ser o governador em exercício durante as eleições deste ano. O PT acredita que Paes, que precisará dos votos do interior do Rio de Janeiro, mais bolsonarista, não vai querer grudar sua imagem à de Lula em um palanque. Paes, por enquanto, observa os movimentos, sem tomar uma posição. Vai aguardar tanto o PT quanto a direita, que também está dividida. O governador Cláudio Castro defende que o governador-tampão seja Nicola Miccione, seu secretário de Casa Civil. Miccione não concorreria à reeleição em outubro e nem ameaçaria os planos de Eduardo Paes, que vê com preocupação um mandato-tampão de Douglas Ruas, secretário estadual das Cidades, e que pretende disputar em outubro o governo. Neste caso, caso fosse eleito indiretamente pela Alerj, Ruas tentaria a reeleição - uma pedra a mais no caminho de Eduardo Paes.

FONTE: https://g1.globo.com/politica/blog/octavio-guedes/post/2026/01/20/pt-estuda-lancar-andre-ceciliano-para-governo-tampao-no-rj.ghtml


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