R$ 500 mil por ano: jovens americanos abandonam a faculdade e fazem fila por vagas na construção civil

  • 11/04/2026
(Foto: Reprodução)
Jovens americanos estão abandonando a faculdade para trabalhar na construção civil PMBV. Em vez de mochilas rumo à faculdade, barracas na calçada. Reportagem do "The New York Times" mostra que jovens dos Estados Unidos estão virando a madrugada em filas por vagas na construção civil, de olho em salários mais altos e em um tipo de trabalho que, ao menos por enquanto, a inteligência artificial não consegue executar. Segundo a reportagem, cenas como essas têm se tornado cada vez mais comuns no mercado de trabalho dos EUA, especialmente em Nova York. A disputa é tão intensa que, em alguns casos, as empresas esgotam as inscrições em poucos minutos, com cerca de uma centena de pessoas concorrendo a menos de 20 vagas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O perfil de quem busca esse caminho também mudou. Antes, os candidatos costumavam ter mais de 30 anos. Agora, a maioria está na casa dos 20, com um número crescente de jovens que vão direto do ensino médio para a construção civil, sem sequer passar pela faculdade. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 A mudança ocorre em um momento pouco animador para quem tenta entrar no mercado de trabalho tradicional. Dados citados pelo jornal mostram que, em Nova York, o número de vagas de nível inicial caiu 37% entre 2022 e 2024. "Os jovens estão tendo cada vez mais dificuldade para conseguir emprego", afirmou ao jornal Mark Levine, auditor financeiro da cidade. Para ele, a tendência acende um alerta sobre o rumo da economia. Muitos dos jovens ouvidos pela reportagem relataram frustração após se candidatar a diversas vagas, principalmente no varejo e em funções administrativas, sem receber retorno. Para eles, a construção civil passou a parecer uma alternativa mais concreta e previsível. Medo da inteligência artificial pesa na decisão Outro fator decisivo é o avanço da inteligência artificial. Segundo o jornal, uma pesquisa da Universidade de Harvard revelou que a maioria dos jovens americanos acredita que a tecnologia ameaça suas perspectivas profissionais. Outro relatório, agora da Universidade de Stanford, reforça essa percepção ao apontar queda significativa no emprego de jovens em áreas mais expostas à automação, como programação e atendimento ao cliente. Trabalhos manuais, como construção, manutenção e instalações, são vistos como menos vulneráveis. Entrevistados pelo jornal afirmaram que a possibilidade de exercer uma função pouco suscetível à automação pesou na decisão de mudar de carreira. Salários chamam atenção Além da sensação de segurança, o salário também pesa. Aprendizes sindicalizados recebem pagamento por hora e benefícios, como plano de saúde, desde o início do treinamento. Segundo líderes sindicais ouvidos pelo "The New York Times", em algumas especializações os salários podem chegar a cerca de US$ 100 mil (aproximadamente R$ 508 mil) por ano, após a conclusão dos programas de aprendizagem. O resultado é uma corrida por vagas. Em Nova York, o sindicato dos trabalhadores do ferro registrou aumento de 20% no número de candidatos nos últimos dois anos. Já o setor de acabamento teve crescimento de 50% entre 2023 e 2024. As redes sociais ajudaram a impulsionar esse movimento. Perfis que avisam quando as inscrições se abrem passaram a atrair jovens que antes sequer cogitavam trabalhar na construção civil. Faculdade deixa de ser o único caminho Para pesquisadores, o fenômeno revela uma mudança de mentalidade. Melissa Shetler, especialista da Universidade Cornell, disse ao jornal que a faculdade vem perdendo o status de único caminho para o sucesso profissional. “Por muito tempo, existiu a promessa de que ir para a universidade garantiria ascensão social (...) Essa geração está percebendo que isso nem sempre acontece e está encontrando orgulho e senso de pertencimento em outro tipo de trabalho.” Ainda assim, a decisão nem sempre é simples para as famílias, especialmente por se tratar de uma carreira fisicamente exigente. Muitos jovens relataram ter enfrentado resistência ou preocupação dos pais ao optar pela construção civil. Mais obras, mais vagas O aumento da procura ocorre em meio a investimentos em infraestrutura. Segundo o "The New York Times", a prefeitura de Nova York anunciou que US$ 7 bilhões (R$ 35,6 blhões) m projetos da cidade seguirão acordos trabalhistas com sindicatos. A expectativa é criar cerca de 30 mil novas vagas de aprendizagem até 2030. Programas municipais de formação profissional e organizações sem fins lucrativos também registraram alta procura. Em um curso de eletricista citado pelo jornal, mais de 250 pessoas disputaram apenas 18 vagas. "Há muito trabalho vindo pela frente", afirmou o presidente do conselho sindical de construção, Gary LaBarbera, ao jornal.

FONTE: https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2026/04/11/jovens-vagas-construcao-civil-the-new-york-times.ghtml


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