Reclamações sobre imóveis abandonados em Campinas crescem 61% em um ano; vizinhos relatam riscos e insegurança

  • 27/01/2026
(Foto: Reprodução)
Campinas registra aumento de 61,7% em reclamações sobre imóveis abandonados As reclamações relacionadas a imóveis abandonados em Campinas (SP) aumentaram 61,7% entre 2024 e 2025. No ano passado, o total de queixas no 156 chegou a 896, contra 554 em 2024. Moradores da cidade que vivem próximo a imóveis em situação de abandono reclamam de problemas recorrentes, como sujeira acumulada, lixo, mato alto, infiltrações, risco de proliferação do mosquito da dengue e insegurança. A prefeitura de Campinas afirmou que as demandas registradas no 156 são encaminhadas às secretarias responsáveis, com prioridade para casos relacionados à dengue. Quando necessário, são feitas vistorias e, em situações de imóveis fechados, o Grupo de Resposta Unificada (GRU) pode entrar nos locais com apoio de chaveiro e drone. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias da região de Campinas em tempo real e de graça Entre os endereços que têm gerado reclamações está um imóvel na Rua Saldanha Marinho, na região central da cidade. A casa apresenta pintura descascada, reboco exposto, umidade, mato alto, recipientes plásticos e sinais de abandono. Câmeras de segurança registraram o momento que três homens usaram uma escada para entrar no imóvel, segundo o gerente de uma loja vizinha, Júlio Brito (veja no vídeo no topo da reportagem). No dia seguinte, a fachada recém‑pintada do prédio ao lado amanheceu com uma pichação de vários metros de largura. “Eles subiram no telhado, colocaram uma escada extensora, fizeram a pichação e saíram às quatro e pouco da manhã. Nas filmagens dá para ver certinho eles subindo por aqui e acessando a casa, para ter acesso à parede do prédio", diz Júlio. Câmeras de segurança registraram o momento que três homens usaram uma escada para entrar em uma casa abandonada e pichar o prédio vizinho, em Campinas (SP). Reprodução/EPTV Do prédio vizinho, moradores relatam que conseguem ver, pelas janelas, a existência de uma árvore crescendo dentro da casa, telhas faltando, portas e janelas abertas e grande quantidade de lixo espalhado. “Quando chove, tem pontos ali que alagam a água, proliferando o foco do mosquito da dengue”, afirma Júlio. Vizinhos relatam preocupação com possíveis focos de dengue em casa abandonada no Centro de Campinas (SP). Reprodução/EPTV Uma mulher que prefere não ser identificada relata que um imóvel abandonado na Avenida Princesa d'Oeste tem provocado medo. Segundo ela, vizinhos conseguem ouvir episódios frequentes de violência dentro do imóvel, que tem sido usado por pessoas em situação de rua. “A gente ouve briga, discussão, ameaça de chamar a polícia”, conta. Ela afirma que o local apresenta mau cheiro e que os furtos têm sido constantes. “Começaram a roubar partes metálicas: corrimões, fechaduras, fiação", relata. Moradores reclamam de lixo acumulado, mau cheiro e insegurança por conta de imóvel abandonado na Avenida Princesa D'Oeste, em Campinas (SP). Reprodução/EPTV O que diz a prefeitura? Em nota, a prefeitura de Campinas afirmou que todas as demandas registradas no 156 são encaminhadas às secretarias responsáveis, com prioridade para casos relacionados à dengue. Quando necessário, são feitas vistorias e, em situações de imóveis fechados, o Grupo de Resposta Unificada (GRU) pode entrar nos locais com apoio de chaveiro e drone. No caso da Rua Saldanha Marinho, informou que as reclamações foram feitas em 5 de janeiro e encaminhadas à Secretaria de Serviços Públicos. O proprietário foi notificado a limpar o imóvel e tem prazo até 6 de fevereiro; caso não cumpra, pode ser multado. Já em relação ao imóvel na Avenida Princesa d’Oeste, onde funcionava uma agência bancária, a prefeitura disse que a responsabilidade é do proprietário e que a Coordenadoria de Fiscalização fará vistoria para notificação. A administração municipal afirmou que as duas regiões estão incluídas no patrulhamento de rotina da Guarda Municipal, e orientou que situações suspeitas sejam comunicadas pelo telefone 153, disponível 24 horas. Para as denúncias envolvendo pessoas em situação de rua, o Serviço de Abordagem Social irá ao local. Confira a nota na íntegra abaixo: "Todos as demandas registradas no 156 são encaminhadas para as secretarias responsáveis pelo assunto. Nos casos necessários é realizada vistoria, com prioridade para as solicitações relativas à dengue. A Prefeitura possui o GRU (Grupo de Reposta Unificada), que encaminha para medidas judiciais e entra nos imóveis ‘fechados’ com o auxílio de um chaveiro e faz o uso o drone. Este grupo envolve várias secretarias; No caso da rua Saldanha Marinho as reclamações foram registradas em 5 de janeiro no 156 e encaminhadas para a Secretaria de Serviços Públicos. O proprietário foi notificado a fazer a limpeza e tem até o próximo dia 6 para tomar as providências. Se não fizer, pode ser multado em 250 Ufics; Em relação ao prédio da avenida Princesa d’Oeste, trata-se do local onde funcionava uma agência bancária, por tanto, responsabilidade do proprietário. A Coordenadoria Departamental de Fiscalização de Vielas e Terrenos fará uma vistoria no local para verificar a situação e notificar o responsável; Quanto a segurança, tanto a princesa d’Oeste quanto Saldanha Marinho já fazem parte do patrulhamento de rotina da Guarda Municipal. Em caso de identificação de uma situação suspeita, a população pode acionar a GM por meio do telefone 153, disponível 24 horas por dia; Sobre a reclamação de presença de moradores de rua, o Serviço de Abordagem Social de Pessoas em Situação de Rua irá ao local; Os imóveis citados pela reportagem entrarão no cronograma de vistoria da Vigilância em Saúde de Campinas; A responsabilidade por manter o imóvel limpo e em boas condições é do proprietário. Por isso, a Prefeitura notifica o proprietário para que tome as providências. Se não fizer, é multado; Este ano o primeiro mutirão contra a dengue e outras arboviroses de 2026 aconteceu em 23 de janeiro. Ao todo 7.132 imóveis comerciais e residenciais foram vistoriados nos bairros Vila Orosimbo Maia, Jardim Carlos Lourenço, Jardim Itatiaia, Jardim Itayu, Jardim Andorinhas, Jardim Santa Eudóxia e Jardim New York. Em 2025, 1.512.060 imóveis foram visitados; Também em 2026 a Secretaria de Serviços Públicos já recolheu cerca de 1.600 toneladas de lixos em mutirões de limpeza realizados em 21 bairros da cidade fazendo a roçagem de praças, canteiros centrais, recolhendo lixo colocado na frente das casas dos moradores e de pontos de descarte irregular." VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região na página do g1 Campinas

FONTE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2026/01/27/reclamacoes-sobre-imoveis-abandonados-em-campinas-crescem-61percent-em-um-ano-vizinhos-relatam-sujeira-risco-a-saude-e-inseguranca.ghtml


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