Síndico que matou corretora compartilhou registros de apenas três das dez câmeras de monitoramento do condomínio, diz polícia

  • 20/02/2026
(Foto: Reprodução)
Vídeo mostra momento em que corretora é atacada no subsolo de prédio O síndico Cléber Rosa de Oliveira, suspeito de matar a corretora Daiane Alves Souza, compartilhou as imagens de apenas três das dez câmeras de monitoramento do prédio, informou o delegado André Luiz Barbosa. A corretora foi morta pelo síndico após ir ao subsolo do prédio onde morava, em Caldas Novas, para restabelecer o fornecimento de energia no apartamento dela. Cléber confessou o crime à polícia e está preso. Em nota, a defesa dele disse que ainda não teve acesso a todos os documentos recentemente inseridos na investigação, principalmente ao relatório final. Assim, vai se manifestar só após a análise de todo o conteúdo (veja ao final da reportagem). ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Segundo o delegado, todas as 11 câmeras do prédio estavam funcionando, mas apenas 10 estavam conectadas ao gravador, chamado de DVR. A câmera que não estava conectada funcionava com um cartão de memória. Quando a polícia solicitou as imagens, o síndico contratou um prestador de serviços para extrair as imagens, mas disponibilizou as imagens de apenas três das câmeras. "Quando a gente analisou as imagens, verificou que elas não estavam em incompletude. Por isso que a investigação teve todo esse trabalho. A gente teve que trabalhar sem ter as câmeras de saída, de chegada e sem o fluxo de pessoas", explicou o investigador. Como não tinha todas as imagens, a polícia também ouviu o prestador de serviços contratado pelo síndico. O delegado contou que o prestador não sabia que a corretora estava desaparecida e recebeu a orientação para extrair as imagens e encaminhar para a Polícia Civil. Vídeo mostra quando corretora é atacada Além das imagens das câmeras de monitoramento, a polícia conseguiu recuperar um vídeo feito pelo celular de Daiane em que mostra o momento em que ela foi atacada pelo síndico (veja no início da reportagem). No dia do crime, Daiane gravava vídeos mostrando a queda de energia e enviava a uma amiga. Entretanto, o vídeo que mostra o ataque do síndico não chegou a ser enviado no dia do crime. Nas imagens, é possível ver quando Daiane chegou ao subsolo e foi até os quadros de luz. O síndico apareceu no vídeo à espera da corretora com luvas nas mãos. “Ele estava com luvas nas duas mãos e com a capota (da caminhonete) aberta. Ele posicionou o carro mais próximo ao local onde pretendia render a Daiane”, explicou o delegado João Paulo Mendes. Esse vídeo foi recuperado após o celular da corretora ser achado dentro de uma caixa de esgoto do prédio, pela polícia, do final de janeiro, durante uma perícia. O celular foi localizado após o síndico, que já estava preso, indicar o local. O aparelho ficou no esgoto por 41 dias. Corretora foi morta com dois tiros A corretora foi morta com dois tiros na cabeça, informou a Polícia Civil em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (19). Segundo o delegado André Luiz Barbosa, a perícia diverge da versão dada pelo síndico Cléber Rosa de Oliveira, preso pelo crime, que afirmou que o disparo foi acidental. O delegado explicou que os disparos não foram efetuados no subsolo do prédio. A perícia chegou a essa conclusão após realizar disparos no local para verificar se o som chegaria à portaria. Cleber Oliveira está preso suspeito da morte da corretora de imóveis Daiane Alves Arquivo Pessoal/ Fernanda Alves e Wildes Barbosa/O Popular LEIA TAMBÉM: QUANDO TUDO COMEÇOU: Corretora de imóveis está desaparecida há quase 1 mês, e família pede ajuda para conseguir informações PRISÃO DO SÍNDICO: Síndico do prédio onde corretora desapareceu em Caldas Novas é preso CORRETORA ASSASSINADA: Vídeo mostra quando síndico ataca vítima em subsolo de prédio "O disparo mostrou que qualquer disparo dado no subsolo era plenamente ouvido na recepção. Então, descartamos a possibilidade do tiro ter sido dado no subsolo", disse o delegado. Além de o barulho ser constatado na recepção, o luminol encontrou pouco sangue no subsolo do prédio, o que seria incompatível com eventual disparo na cabeça, como afirmou o síndico. "É incompatível com a sua versão do tiro acidental, incompatível com a suposta legítima defesa ocasionada por uma discussão em relação ao vídeo", afirmou o delegado. Desaparecimento Daiane Alves desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025, após ir até o subsolo do prédio, em Caldas Novas, para restabelecer a energia do apartamento dela. A corretora gravou vídeos mostrando o apartamento sem energia elétrica, enviou-os para uma amiga e disse que iria religar o padrão de energia. A mãe da corretora, Nilse Alves, contou que tinha combinado com a filha que iria para Caldas Novas no dia seguinte, 18, para conversarem sobre as locações dos apartamentos da família para o Natal e para a virada de ano. Entretanto, Nilse não encontrou a filha ao chegar ao apartamento. Corpo de corretora foi encontrado a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, em Goiás Arte/g1 A mãe de Daiane conta que a filha deixou a porta do apartamento aberta, mas, quando ela chegou ao local, a encontrou trancada. No mesmo dia, a família registrou um boletim de ocorrência. Segundo Nilse, a filha tinha desavenças com pessoas do prédio. “Tivemos no ano de 2025 muitos problemas que geraram processos contra o condomínio do prédio onde moramos. Processos que tramitam na Justiça de Caldas”, disse. Conflitos Entenda briga que pode ter sido motivo do assassinato da corretora em Goiás Antes do desaparecimento de Daiane, uma assembleia do condomínio aprovou a expulsão dela, mas a decisão acabou sendo suspensa pela Justiça. A decisão previa que Daiane deixasse o edifício no prazo de até 12 horas e mantivesse distância da área da recepção. A corretora entrou com ação na Justiça alegando irregularidades na convocação da assembleia e ausência de direito de defesa. O Judiciário suspendeu os efeitos da decisão até a análise completa do caso e entendeu que a moradora não teve chance de se defender. A Justiça também entendeu que a assembleia pode não ter seguido as regras do próprio condomínio, como o prazo e a forma de convocação previstos no regimento. Nota da defesa do síndico O escritório Nestor Távora e Laudelina Inácio Advocacia Associada, representando os interesses do Sr. Cleber Rosa de Oliveira, vem informar que diante do encerramento da investigação conduzida pela Polícia Civil do Estado de Goiás, em que formalmente indiciado pela prática de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, o Sr. Cléber segue à disposição da Justiça e permanecerá com postura colaborativa. Ressaltamos que o Inquérito Policial será encaminhado ao Ministério Público do Estado de Goiás, a quem cabe deliberar sobre o oferecimento da denúncia. A defesa técnica comentará as circunstâncias do caso exclusivamente pela via judicial, sobretudo porque os procedimentos até então correlacionados à investigação tramitam em segredo de justiça. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

FONTE: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2026/02/20/sindico-que-matou-corretora-compartilhou-registros-de-apenas-tres-das-dez-cameras-de-monitoramento-do-condominio-diz-policia.ghtml


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