Soldado da PM do Amapá é condenado a 11 anos por assalto usando farda da corporação
13/03/2026
(Foto: Reprodução) Policial é preso após praticar assalto; carro usado no crime foi encontrado
O soldado da Polícia Militar do Amapá (PM), Gilvan Endryl Seixas Barros, de 23 anos, foi condenado a 11 anos e 8 meses de prisão. A decisão foi da juíza Marina Lustosa, em audiência realizada nesta sexta-feira (13), em Macapá.
Ele foi acusado de participar de um assalto a um mercantil no distrito de Abacate da Pedreira, zona rural de Macapá, em 12 de setembro de 2025. Outro homem também foi preso. Segundo a polícia, os dois foram reconhecidos pelas vítimas.
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O julgamento teve participação do Conselho Permanente de Justiça Militar, formado por quatro oficiais da PM do Amapá e pela juíza auditora. O órgão é responsável por julgar militares que não sejam oficiais das Forças Armadas.
Na decisão, a juíza afirmou que o policial usou a função para dar aparência de legalidade à abordagem e esconder sua identidade. Para justificar a posse de uma pistola calibre .40 da corporação, apresentou um documento com assinatura falsa.
A juíza ressaltou que o Direito Penal Militar não admite a banalização de seus símbolos. Segundo ela, a tentativa do réu de ocultar a identidade mostrou intenção não só de roubar, mas também de buscar impunidade.
O conselho concluiu que o réu usou o fardamento oficial para gerar falsa sensação de segurança e facilitar o assalto.
Desde o crime, o soldado está preso no Centro de Custódia do Instituto de Administração Penitenciária do Estado (Iapen), no bairro Zerão, na Zona Sul de Macapá. O militar faz parte da turma de 2024 da corporação.
Gilvan Endryl Seixas Barros, de 23 anos,
Reprodução
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Relembre o caso
A polícia chegou até os suspeitos após denúncia de assalto a um mercantil. Eles fugiam pela rodovia AP-70 em um carro de passeio. As vítimas disseram que um dos homens usava farda da PM.
A ocorrência foi atendida pela Companhia Independente de Patrulhamento Tático com Apoio de Motocicletas da Polícia Militar (Patamo).
Na abordagem, o soldado estava com a farda da PM e uma pistola .40 da corporação. Também havia um simulacro de arma de fogo, tipo airsoft. O segundo suspeito usava roupas semelhantes às das Forças Armadas.
No carro, a polícia encontrou maconha, dinheiro, cartão de crédito da vítima e produtos alimentícios roubados.
Alimentos e R$ 39 estão entre os itens roubados de mercantil de Macapá; PM é suspeito do crime
O material foi reconhecido pelas vítimas do assalto
Polícia Militar/Divulgação
O PM também é investigado pela morte do personal trainer Daniel Cesar Del Castilho da Silva, de 36 anos. O corpo foi encontrado em decomposição na comunidade do Curiaú, na AP-070, no mesmo dia do assalto.
A suspeita é que o cadáver estava no local há cerca de seis a sete dias.
Segundo a PM, o carro usado na fuga pertencia ao pai de Daniel. A suspeita é que o corpo estava no local havia seis a sete dias.
Gilvan prestava serviço no município de Oiapoque, no norte do Amapá e não tinha registros semelhantes. Soldado da PM do Amapá é condenado a 11 anos por assalto usando farda da corporação
Carro apreendido pela PM
Mariana Ferreira/g1
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