Soltura de presos políticos na Venezuela frustra famílias e entidades de direitos humanos
10/01/2026
(Foto: Reprodução) Soltura de presos políticos na Venezuela frustra famílias e entidades de direitos humanos
Reprodução/TV Globo
Famílias de presos políticos venezuelanos estão em vigília à espera de libertações desde que o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, anunciou, na quinta-feira, que um número significativo de detidos seria solto.
Mas, até ontem, apenas nove dos cerca de 800 presos tinham sido libertados. Nesta sexta-feira (9), mais nove foram soltos, totalizando 18, segundo organizações de direitos humanos da Venezuela.
O cientista político Carlos Gustavo Poggio explica que há grupos rivais dentro do chavismo, e que cada um desses grupos mantém seus próprios presos.
Segundo ele, é comum que regimes autoritários libertem alguns presos políticos para ganhar visibilidade internacional e reduzir pressões externas, mas sem promover uma abertura real.
“Há uma situação muito complicada hoje na Venezuela, o que ajuda a explicar o ritmo que a gente está vendo de soltura desses presos”, afirma.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto que impede que a receita da venda do petróleo venezuelano pelos Estados Unidos seja alvo de ações judiciais. A medida contraria empresas petrolíferas americanas, que cobram bilhões de dólares da Venezuela por bens expropriados pelo regime chavista.
O presidente Donald Trump anunciou que empresas americanas vão investir 100 bilhões de dólares na Venezuela, mas o executivo da maior delas, a Exxon Mobil, afirmou que, sem estabilidade institucional e garantias, é impossível investir no país.
A líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, que Trump vai receber na semana que vem, planeja presenteá-lo com o Nobel da Paz que recebeu no ano passado. Mas o Comitê do Nobel, na Noruega, informou que o prêmio é intransferível.
Mesmo assim, Trump disse que merece o Nobel da Paz e que vai aceitar o presente.
O jornal Washington Post revelou que o cardeal Pietro Parolin, chefe da diplomacia do Vaticano, teria pedido aos Estados Unidos que permitissem a saída do ditador Nicolás Maduro para a Rússia, o que não aconteceu. O Vaticano não confirmou nem desmentiu a informação.