Tatiana Sampaio, cientista que desenvolveu molécula que pode reverter lesões na medula participa de evento no IFTM de Patrocínio

  • 18/02/2026
(Foto: Reprodução)
Tatiana Sampaio está na programação do Mulheres Extraordinárias', que tem entrada franca em Patrocínio Divulgação A professora e pesquisadora, Tatiana Sampaio, que lidera a equipe que desenvolveu a polilaminina — substância que pode ajudar pessoas com lesões na medula a recuperar total ou parcialmente os movimentos do corpo — participará de um evento no Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), em Patrocínio, no Alto Paranaíba. A “Mostra Mulheres Extraordinárias” será realizada no próximo dia 12 de março, de forma gratuita, e é aberta à comunidade acadêmica e ao público em geral. Saiba como participar abaixo. De acordo com a professora Bianca Gonçalves, coordenadora do evento, a mostra de extensão tem como propósito “contar histórias de mulheres que a história não conta”. A primeira convidada confirmada para a edição deste ano, no município do Alto Paranaíba, já é apontada como um dos nomes de destaque da ciência brasileira, diante da relevância da pesquisa e dos resultados já observados, ainda em fase experimental. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp “Assim como eu, ela é professora federal, só que atua na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Eu conheço professores da UFRJ que fizeram a ponte. Mandei uma mensagem para ela, disse que, como professora de biologia, ela é uma inspiração para nós. Contei que abrimos votação e ela foi selecionada pelos alunos do IFTM. E ela me respondeu: ‘Faço questão de estar presente’”, detalhou a professora ao explicar como foi feito o convite a Tatiana Sampaio. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Quem é Tatiana Sampaio Tatiana Coelho Sampaio é bióloga e chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ. Desde 1997, a cientista estuda a polilaminina, uma versão derivada da laminina — proteína produzida naturalmente pelo corpo humano — desenvolvida em laboratório. No início deste ano, o resultado de quase três décadas de pesquisa de Tatiana Sampaio se transformou em um medicamento 100% brasileiro, autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a iniciar a fase 1 de estudos clínicos. Leia mais sobre a pesquisa abaixo. Evento será gratuito e aberto à comunidade O projeto de extensão envolve professores e alunos e pretende contar a história de mulheres que impactaram a história local ou nacional de alguma forma. O nome de Tatiana Sampaio foi sugerido pelos universitários e, após votação, escolhido por eles. Depois da confirmação da presença da pesquisadora, o anúncio ganhou as redes sociais e mobilizou a população local. Ainda segundo Bianca, o evento terá dois momentos: em um deles, Tatiana conversará com os acadêmicos; no outro, com a população em geral. A mostra também será transmitida ao vivo pela internet. Para participar do evento, é necessário se inscrever, já que as vagas são limitadas. O link será divulgado na sexta-feira (20), durante uma coletiva de imprensa realizada no IFTM. ATENÇÃO: Esta reportagem será atualizada para a inserção do link. “Desde então, eu tenho recebido muita, muita mensagem querendo saber sobre como participar. Por isso, vamos explicar como tudo vai acontecer na sexta-feira, quando o link para inscrição também será divulgado”, detalhou a professora. Serviço Quando: 12 de março de 2026 Endereço: Avenida Líria Terezinha Lassi Capuano, 255 - Chácara das Rosas - Patrocínio Como participar: O link de inscrições será divulgado na sexta-feira (20) A pesquisa pioneira e 100% nacional A polilaminina é uma versão modificada da laminina, proteína produzida pelo corpo humano Cristália/Via BBC A bióloga Tatiana Sampaio conseguiu produzir em laboratório a polilaminina, uma rede de proteínas que se torna mais escassa no organismo ao longo da vida. O estudo extraiu proteínas de placentas e aplicou a polilaminina em oito pacientes paraplégicos e tetraplégicos. A substância foi capaz de recriar conexões entre os neurônios no cérebro e o restante do corpo, devolvendo movimentos a seis pacientes. Um deles, que estava paralisado do ombro para baixo, voltou a andar sozinho. Agora, a polilaminina deixa o ambiente exclusivamente acadêmico e entra na primeira fase de testes para a aprovação de um novo medicamento pela Anvisa. Nessa etapa inicial, as equipes vão avaliar a segurança do uso da substância, observando se ela provoca ou não reações adversas. Cinco pessoas com lesão completa da medula espinhal receberão uma única aplicação de polilaminina até 48 horas após o trauma. Segundo o protocolo, elas serão acompanhadas por seis meses. Se não houver reações adversas graves, terão início as próximas fases do estudo clínico, que vão avaliar se a polilaminina é, de fato, eficaz para devolver movimentos ao corpo. LEIA TAMBÉM: UFU desenvolve teste rápido de Covid com saliva e IA e resultado pelo celular Pesquisadores da UFU buscam propriedades antivirais da saliva para prevenir contaminação pelo coronavírus Pesquisa de professor da UFU aponta características do solo ártico 'paradas no tempo' reveladas pelo aquecimento global Pesquisadora Tatiana Sampaio confirmou presença em mostra da IFTM, em Patrocínio Redes sociais/IFTM VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

FONTE: https://g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/noticia/2026/02/18/tatiana-sampaio-cientista-que-desenvolveu-molecula-que-pode-reverter-lesoes-na-medula-participa-de-evento-no-iftm-de-patrocinio.ghtml


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