Tradição na Quarta de Cinzas, Bacalhau do Batata e Munguzá de Zuza Miranda atraem multidão que resiste a fim do carnaval em Olinda

  • 18/02/2026
(Foto: Reprodução)
Bloco Bacalhau do Batata é acompanhado por foliões em Olinda “Ó, quarta-feira ingrata, chega tão depressa só pra contrariar”. O verso que embala as despedidas desta Quarta-feira de Cinzas (18) ganha outro sentido nas ladeiras de Olinda, onde o carnaval resiste até o último acorde de frevo, com duas tradições que se encontram: o Mungunzá de Zuza Miranda e Thaís, e o Bloco do Bacalhau do Batata (veja vídeo acima). Os foliões se concentraram, nas primeiras horas da manhã, em frente à Catedral da Sé São Salvador do Mundo, no bairro do Carmo, para a distribuição do mungunzá, ao som de orquestra de frevo, passistas e bonecos gigantes. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE 🎊 Fique por dentro do carnaval de Pernambuco O caldo doce feito de leite de coco com milho é um alimento forte e tradicional nas casas dos pernambucanos. Sua distribuição no último dia de carnaval é uma forma de os foliões recobrarem as energias perdidas ao longo de uma semana de folia. “Essa tradição começou há 31 anos, quando me pediram para esticar meu show de carnaval até o amanhecer da quarta-feira. Em 1995, eu trouxe mungunzá para distribuir aos foliões que esperavam pelo Bacalhau do Batata e virou tradição. O Mungunzá de Zuza Miranda e Thaís, e o Bacalhau são complementares”, disse o carnavalesco e músico Zuza Miranda. Boneco e estandarte do Bloco Bacalhau do Batata Joalline Nascimento/g1 A distribuição do mungunzá do Zuza Miranda e Thaís também faz a passagem simbólica dos foliões para o Bacalhau do Batata. Criado em 1962 pelo garçom Isaías Pereira da Silva, o Batata, o bloco surgiu para garantir folia a quem trabalhava durante os dias oficiais de carnaval. Desde então, o Bacalhau do Batata transformou a Quarta-feira de Cinzas em uma extensão da festa. O desfile conta ainda com estandarte feito com os ingredientes reais, como o peixe, legumes, verduras e outros temperos. Um boneco gigante que representa o fundador do bloco abriu caminho pelas ladeiras, junto com outras alegorias, como a da cantora Liniker. À frente do Bacalhau há 17 anos, a presidente Fátima Araújo destacou o sentimento de continuidade. “É um legado maravilhoso. Sempre conto com os foliões e com grandes amigos que fazem esse carnaval acontecer”, afirmou. "Não perco por nada" Bloco Bacalhau do Batata sai na Quarta-feira de Cinzas em Olinda Joalline Nascimento/g1 A aposentada Maria José Soares, moradora de Casa Amarela, na Zona Norte do Recife, mantém o ritual da Quarta de Cinzas há duas décadas. “Saio de casa às 7h para não perder o munguzá nem o bacalhau”, contou. Ela disse que sempre vem com o marido, o servidor público Luiz Abreu. Ele define o dia como o verdadeiro fechamento do carnaval. “É tranquilidade, alegria e tradição”, descreveu. Para a trabalhadora autonôma Vilma Gonçalves, que acompanha o bloco há mais de 20 anos, a festa só termina depois do Bacalhau. “Eu não perco por nada. E esse ano ainda está mais especial, porque, pela primeira vez, vim viver esse dia mágico com minha filha”, afirmou. A filha de Vilma, a servidora pública Rebeca Gonçalves, acordou cedo para viver a experiência pela primeira vez. “Foi o primeiro dia que vim curtir Olinda em 2026. Eu amei! Pretendo vir mais vezes com a minha mãe”, diz. A professora Ana Paula da Silva, também estreante no bloco, resumiu: “O carnaval de Olinda é mágico, criativo e diverso”. Vilma e Rebeca, mãe e filha, participam do Bloco Bacalhau do Batata em Olinda Joalline Nascimento/g1 VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dia

FONTE: https://g1.globo.com/pe/pernambuco/carnaval/2026/noticia/2026/02/18/quarta-de-cinzas-bacalhau-do-batata-munguza-carnaval-em-olinda.ghtml


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