Trump diz que armada que está a caminho do Irã é ainda maior do que a enviada à Venezuela
30/01/2026
(Foto: Reprodução) Guarda Revolucionária do Irã anuncia manobras militares após ameaça de Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (30) que a armada que está a caminho do Irã é ainda maior que a enviada pelos EUA à costa da Venezuela. No entanto, Trump disse também que o governo iraniano está disposto a fazer o acordo nuclear com os EUA que o presidente norte-americano vem pedindo.
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Protestos ou acordo nuclear? Trump silencia sobre as manifestações em ameaça ao Irã
➡️ Irã e Estados Unidos vivem escalada de tensões nos últimos dias por conta de ameaças de uma ofensiva militar em território iraniano feita por Trump, em retaliação à resistência do Irã em assinar um acordo de não proliferação de armas nucleares com Washington. Teerã nega e diz que, embora não queira guerra, revidará qualquer agressão.
Em entrevista à imprensa no Salão Oval, o presidente norte-americano disse que "a situação é muito complicadat e afirma er dado um prazo para que o Irã aceite o acordo.
"Já existe um prazo, só eles sabem qual é. Vamos ver como tudo se desenrola, mas a situação é muito complicada...", disse. "Temos uma armada indo em direção Irã agora mesmo, (...) muito maior que a (enviada à costa) da Venezuela", disse Trump.
"Há alguns dias, eles iam enforcar 837 pessoas. Conversei com eles e eles recuaram, mas estão matando muita gente, então vamos ver o que acontece..."
Mais cedo nesta sexta, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian deu uma declaração em tom mais ameno, após dias de escalada de tensão: "O Irã acolhe o diálogo e não busca a guerra". Segundo a mídia estatal iraniana, Pezeshkian conversou com o presidente dos Emirados Árabes Unidos sobre as ameaças que vem sendo feitas por Trump e disse que não deseja um conflito.
Porém, o iraniano afirmou que, caso o seja atacado, seu país "responderá imediata e decisivamente a qualquer agressão".
Opções militares
Ali Khamenei e Donald Trump
Gabinete do Líder Supremo do Irã via AP; AP Photo/Evan Vucci
Trump está considerando uma ampla gama de opções militares para utilizar contra o Irã e enfraquecer o regime Khamenei, mas ainda não tomou uma decisão, segundo uma reportagem do jornal norte-americano "The New York Times" com base em fontes do governo norte-americano.
De acordo com o jornal, o conjunto atual de opções inclui bombardeios e até operações encobertas de militares dos EUA dentro do Irã. Nos últimos dias, Trump também vem ponderando se uma mudança de regime seria uma opção viável, afirmou a reportagem.
Entre as opções de ataque militar à disposição de Trump também estão bombardeios a instalações nucleares do Irã —assim como fizeram em junho de 2025— e contra instalações militares e simbólicas do regime iraniano, como o quartel-general da milícia iraniana que seria responsável pelas mortes de manifestantes nas ruas do país.
Segundo o "New York Times", entre as opções mais arriscadas estaria o envio secreto de comandos para destruir ou danificar gravemente partes do programa nuclear iraniano que ainda não foram atingidas no bombardeio dos EUA no ano passado. A reportagem afirmou que o Exército dos EUA tem treinamento para missões desse tipo, de alto grau de especialização, para entrar em países e atingir alvos de alto valor —como as instalações nucleares do Irã, por exemplo.
Oficiais do governo dos EUA afirmaram à agência de notícias Reuters que outra das opções consideradas por Washington seria realizar ataques direcionados às forças de segurança e líderes do Irã para inspirar novos protestos nas ruas do país e "criar condições para uma mudança de regime".
Trump ainda não escolheu entre as opções apresentadas pelo Pentágono e, por isso, não autorizou ação militar contra Irã, afirmaram oficiais do governo dos EUA ao jornal. As opções que estão sendo consideradas vão além das que ele tinha na mesa na primeira quinzena de janeiro, quando os EUA ficaram à beira de atacar o regime iraniano, porém Trump foi convencido a desistir da ação após uma ligação de mediadores e após Teerã ter desistido de realizar execuções de manifestantes.
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No começo do mês, Trump já havia feito ameaças ao Irã devido ao grande número de mortes causadas pela repressão do governo aos protestos que estão acontecendo no país. Ele chegou a dizer que a ajuda estava "a caminho", mas as tensões enfraqueceram após as autoridades iranianas desistirem das execuções de manifestantes presos que estariam sendo planejadas.
Na semana passada, Trump disse que navios de guerra americanos estavam sendo enviados “por precaução” e que acompanhava de perto a situação no país. “Vamos ver o que acontece”, afirmou à época.
Segundo ativistas, a repressão sangrenta do Irã contra protestos em todo o país matou pelo menos 6.159 pessoas até o momento.
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