União e estado de SP são condenados a indenizar mulher que sofreu perseguição política na ditadura militar em R$ 300 mil

  • 10/04/2026
(Foto: Reprodução)
A sede do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em São Paulo, na Avenida Paulista. Divulgação/CNJ A Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) confirmou sentença que condenou a União e o estado de São Paulo a indenizar em R$ 300 mil uma mulher que sofreu perseguições políticas durante a ditadura militar. Na época ela era estudante universitária. Seu nome não foi divulgado. Para os magistrados, ficou configurada responsabilidade objetiva do Estado pelos danos causados por seus agentes. Documentos oficiais e depoimentos de testemunhas demonstraram que a mulher sofreu tortura e prisões ilegais. “O dano moral comprovado foi resultado da conduta dos policiais do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), na época servidores públicos do Estado de São Paulo, e do próprio regime militar que propiciou o cometimento de toda a série de arbitrariedades, privações, segregações e violências físicas e morais contra a autora”, fundamentou o relator do acórdão, juiz federal convocado Paulo Alberto Sarno. Conforme o processo, a então universitária vivia em uma residência para estudantes da Universidade de São Paulo (USP) e, após a decretação do Ato Institucional nº 5, passou a sofrer perseguição política pelos órgãos estatais de repressão. No período de 1968 a 1971, foi presa e torturada, recebeu choques elétricos e até uma injeção de éter no pé. “São evidentes os danos morais sofridos pela apelada, consubstanciados na dor experimentada em razão do cerceamento de sua liberdade em condições de violência extrema, da perseguição policial, do afastamento compulsório de seu lar, de sua pátria, de seus familiares e de seus amigos e da perda de seu emprego por motivos políticos e ideológicos”, afirmou o relator. A autora havia acionado o Judiciário pedindo R$ 500 mil por danos morais. A 22ª Vara Federal de São Paulo condenou São Paulo e a União a pagar R$ 300 mil, divididos entre ambos. Os entes públicos recorreram ao TRF3 sob os argumentos de prescrição, valor indenizatório excessivo e recebimento de pensão administrativa a anistiado político. Além disso, questionaram a incidência dos juros e da correção monetária. LEIA TAMBÉM: Certidão de óbito de Rubens Paiva é corrigida em SP; documento informa que morte foi 'violenta' e 'causada pelo Estado brasileiro' O magistrado explicou que a reparação econômica paga administrativamente possui natureza trabalhista e patrimonial. Paulo Alberto Sarno seguiu jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça no sentido de que são imprescritíveis as ações de reparação decorrentes de perseguição e tortura praticadas durante o regime militar. “O valor fixado em R$ 300 mil mostra-se proporcional às circunstâncias e às funções compensatória e sancionatória da indenização.” A Quarta Turma, por unanimidade, deu parcial provimento aos recursos para ajustar a forma de incidência dos juros e da correção monetária. Cartório corrige certidão de óbito de Rubens Paiva

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/04/10/uniao-e-estado-de-sp-sao-condenados-a-indenizar-mulher-que-sofreu-perseguicao-politica-na-ditadura-militar-em-r-300-mil.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Top 5

top1
1. Deus Proverá

Gabriela Gomes

top2
2. Algo Novo

Kemuel, Lukas Agustinho

top3
3. Aquieta Minh'alma

Ministério Zoe

top4
4. A Casa É Sua

Casa Worship

top5
5. Ninguém explica Deus

Preto No Branco

Anunciantes