VÍDEO: Filhote de tamanduá é flagrado atravessando rodovia nas costas da mãe no Piauí
16/04/2026
(Foto: Reprodução) Filhote de tamanduá é flagrado atravessando rodovia nas costas da mãe no Piauí
Uma moradora registrou um filhote de tamanduá atravessando uma rodovia nas costas da mãe em São Miguel do Tapuio, no Norte do Piauí. O flagrante ocorreu na noite de quarta-feira (15), quando os animais seguiam em direção a uma área de mata do outro lado da pista.
O vídeo foi gravado por Natália Fagundes enquanto ela caminhava pela calçada às margens da rodovia PI-115. Segundo a professora de Zoologia da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), Francieli Silva, o animal se assemelha ao tamanduá-mirim, também conhecido como “mambira”, espécie de hábitos noturnos e solitários.
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"Eu estava fazendo caminhada com uma amiga quando nos deparamos com a cena. Antes de passarmos, dois senhores pararam para gravar, e a mãe se levantou, abriu os braços e depois voltou para a mata", relatou Natália.
Em seguida, Natália e a amiga se afastaram para dar passagem aos animais, que atravessaram a rodovia e seguiram para a mata sem ferimentos.
Filhote de tamanduá atravessa rodovia nas costas da mãe no PI
Reprodução (Natália Fagundes)
"Não imaginei que eles estariam tão perto da cidade, ainda mais com um filhote nas costas. Achei surpreendente e lindo", afirmou a jovem.
Segundo a professora Francieli Silva, os tamanduás têm audição e visão pouco desenvolvidas e não percebem bem situações de perigo. Em compensação, se destacam pelo olfato apurado, que pode ser até 40 vezes mais sensível do que o humano.
"Como não são animais ágeis, a principal forma de defesa é ficar em pé e estender os membros anteriores para parecer maior e mais imponente", explicou a professora.
As fêmeas costumam amamentar e carregar os filhotes por um período que varia entre seis e dez meses, a depender da espécie.
A especialista também afirma que os tamanduás não vivem em comunidade e se alimentam principalmente de insetos, buscando alimento em áreas de mata durante a noite.
Segundo ela, por causa da urbanização e do desmatamento, esses animais têm sido vistos com mais frequência em áreas próximas a cidades.
*Eduarda Barradas, estagiária sob supervisão de Lucas Marreiros.
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